sábado, janeiro 06, 2007

Terroristas?!.. Falamos de quem?

Como é sabido, Yaser Arafat, herói da resistência palestina, faleceu em 11 de Novembro de 2004 no hospital militar francês em Paris, sem que os médicos, que o assistiram, pudessem diagnosticar a causa da morte. São, porém, conhecidos os rumores de que Arafat terá sido assassinado...

Esta matéria teve, recentemente, importantes desenvolvimentos que parecem confirmar que o Presidente da Autoridade Palestiana foi, de facto, envenenado a mando do primeiro ministro israelita Sharón, mediante a expressa autorização do presidente Bush.

Na realidade, diversos meios da comunicação social têm vindo a fazer-se eco da notícia do periódico «Haaretz», de Tel Aviv, com data de 31 de Dezembro, na qual se afirma que conhecido escritor e jornalista israelita Uri Dan, amigo íntimo de Sharón, soube, com vários meses de antecedência, que o líder palestiano iria ser assassinado.

Segundo o jornal, de que os órgãos da comunicação social árabes se fazem eco, o próprio Sharon terá revelado ao escritor e periodista que tinha decidido dar a morte a Arafat, mediante autorização do Presidente Bush.

O artigo em causa, fonte da notícia, é subscrito pelo escritor israelita Amnon Kapiliuk, na versão hebraica do jornal «Haaretz», no qual se faz eco da publicação do último livro de Uri Dan, saído em França, pouco antes da sua morte do autor, com o título “Ariel Sharon : Entretiens avec Uri Dan”.

As relações de Uri Dan com Sharon, são sobejamente conhecidas nos meios jornalísticos, sendo público que Dan foi porta voz de Sharon e que, ao longo de mais de cinquenta anos de amizade, sobre ele escreveu inúmeros artigos e livros panegíricos.

Segundo Amnon Kapiliuk, no seu último livro “Ariel Sharon : Entretiens avec Uri Dan”, Uri Dan conta então a conversa mantida entre Sharon e Bush, no decurso da qual o presidente norte-americano terá autorizado Sharon a “desfazer-se” de Arafat, em conversa telefónica, que ambos mantiveram em Abril de 2004, sete meses antes da morte do líder palestino.

Incrível?!... Talvez não tanto. Seria ingenuidade ignorar que, desde há muito, as autoridades israelitas elegeram práticas terroristas como política de Estado, que aliás sabem exercer com inegável talento, e que o senhor Bush tem particular afeição pelo gatilho (ou pelo veneno), sobretudo, se detonado à distância, por interpostos agentes...

Aliás, Uri Dan nada tinha a perder revelando estes factos. Como bem refere Amnon Kapiliuk, Uri Dan estava com os pés para a cova, quando falou, vindo a falecer pouco depois. E o seu amigo Sharon encontra-se como morto, em estado vegetativo, há largos meses. Nada de mal lhes poderia acontecer, portanto, a um ou ao outro. E talvez assim a terra lhe seja mais leve. Na outra vida, pois nesta não têm perdão ...

Nota : este texto tem como referência um artigo de Hugo Medina, do Comité Democrático Palestino do Chile, publicado em

Palestinalibre.org

30 comentários:

rouxinol de Bernardim disse...

Custa-me acreditar nisso tudo! Não gosto de Bush, mas, daí até este passo, acho muito cruel!
Além do mais, Bush não é dono do mundo!
Não havendo provas é a palavra de um contra a de outro!

Paulo Sempre disse...

Esta crueldade tem sido uma prática corrente ao longo da história. Basta olhar para a cara de "bush" e logo se vislumbra a "sede" de querer ser o dono do Mundo seja de que forma for...
Abraço
Paulo

Vlad disse...

Não me admirava nada que esta versão estivesse muito próxima da realidade. Os dois lados daquela barricada estão cheios de ódio e de gente fanática. Devo dizer, por ser a minha opinião, que considero que um acto destes, a ser verdade, é puro terrorismo e altamente condenável. Não duvido que entre os governantes Israelitas exista gente capaz de tudo. No entanto isso não faz com que me esqueça, como parece acontecer com alguns políticos nacionais ditos de esquerda (os que mais tarde na vida são apenas mais uns burgueses com um tacho num partido maior) que o terrorismo existe também por parte dos Palestinianos. Que os actos dos Israelitas são normalmente dirigidos a alvos militares ou políticos, e que os alvos dos Palestinianos são normalmente civis inocentes. Que os próprios movimentos de libertação da Palestina são também grandes responsáveis pelo sofrimento daquele povo mártir, o seu próprio povo.
Ultimamente tenho pensado um bocado sobre as coisas da fé, mais que das religões.
Um dos apontamentos que tomei (para mais tarde utilizar) é que alguém que seja ateu deve admirar ainda mais Jesus que um Cristão. Um Cristão acredita que Jesus é o filho de Deus, logo uma divindade que seria capaz de suportar aquele sofrimento e passar aquela mensagem por poder e iluminação divina.
Quem achar que apenas era um homem tem obrigatóriamente que pensar que foi o mais extraordinário homem que alguma vez viveu.
Seja uma coisa ou outra, se conseguissemos absorver um bocadinho da mensagem viveriamos num mundo bem melhor.
È sempre um prazer ler os teus textos. Nunca nos são indiferentes.
Um abraço ;)

Bel disse...

Porque há sempre a cortina de fumo que n~´ao deixa ver mas deixa passar o mau cheiro.
cumprimentos

Anónimo disse...

Olha que nao, olha que nao

anti carcalejos disse...

Noticia publicada en ABC.es

Anónimo disse...

La católica, madre, es la segura.....(Felipe Melancthon)

Anónimo disse...

Sabes o que acho? Verdade ou não o que aqui nos dás a conhecer sobre os ditos senhores, é uma enorme cobardia, quais quer que sejam as razões para isso, revelar um segredo quando se está para morrer. Para além do acto de mandar assassinar alguém, que me mete nojo, mete-me igualmente nojo o facto de se usar a morte como colete à prova de bala. Mundo este! Mas o título do teu artigo está bem escolhido, lá isso está.

Anónimo disse...

Sabes o que acho? Verdade ou não o que aqui nos dás a conhecer sobre os ditos senhores, é uma enorme cobardia, quais quer que sejam as razões para isso, revelar um segredo quando se está para morrer. Para além do acto de mandar assassinar alguém, que me mete nojo, mete-me igualmente nojo o facto de se usar a morte como colete à prova de bala. Mundo este! Mas o título do teu artigo está bem escolhido, lá isso está.

FOTOESCRITA disse...

O anónimo anterior sou eu.

DIAFRAGMA disse...

Tudo isto é demasiado tenebroso.

Licínia Quitério disse...

Que sabemos nós, cidadãos comuns, dos tenebrosos jogos de poder dos nossos tempos?
Resta-nos ver, ouvir, ler e tentar saber desvendar as entrelinhas.
A isso nos vais ajudando.
Abraço.

António Melenas disse...

Faz o maior sentido que Sharon tenha mandado envenenar Arafat. Qual é a dúvida? Publicamnete ele manifestou sem qualquer rebuço a vontade de o matar e por várias vezes mandou bombardar a sua residência onde o manteve prisioneiro durante quase dois anos.
Mas também não ganhou nada com o negócio. Viu-se livre de um moderado e saiu-lhes na rifa o Hamas. É como o Bush no Iraque Derrubou um estdo laico e levou ao poder uma facção extremista. A mesma que governa o Irão. Além de vlhacos são estúpidos.

Nilson Barcelli disse...

Não sabia nada do que falas...
Já na altura se colocou essa hipótese.
E será que alguém tentou matar o Sharon e quase falhou? Sim, porque ele não vai recuperar...
Um abraço.

blugaridades disse...

E os mendros sinuosos da política continuam. Até quando?
Beijos

vida de vidro disse...

Não sei se terá sido assim ou não. Mas acredito perfeitamente que essa "tentação" existiu. Nada original em termos históricos, aliás. **

vida de vidro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
JPD disse...

isOlá!

Há de facto um recrudescimento de certas práticas letais no tratamento político de adversários e/ou pessoas incómodas, surpreendentemente desavindas com as entidades instaladas ou que, pura e simplesmente, ousaram pensar-se incólumes por terem desertado.

Antes de morrer em França, Arafat era apontado como um interlocutor já sem importância e incapaz de controlar as hostes.
À data da entrada em coma de Ariel, o conflito israelo-palestininao era grave. Porém, ao nível dos media seria previsível que descambasse na situação actual?
Penso que não.
A incursão de Israel ao Líbano não cumpriu o objectivo e a solução militar que se pretendeu alcançar gorou-se.
O que é dramático é que ocorrem cada vez mais crimes sem castigo.

Gostei muito do texto editado.
Um abraço

ana maria costa disse...

hoje, coloco mais um ponteiro ao meu relógio, vai ver.
jinhos

Opintas / Bernardo disse...

Interessante.

Anónimo disse...

Diario monárquico ABC

Cris disse...

Conspiração da Ordem Mundial!!!
Alguém duvida que este mundo é governado por aqueles que não sabemos quem são, que mandam naqueles que conhecemos????

Conceição Bernardino disse...

Olá
Nasceu um novo sorriso em 2007, pois podemos estar longe mas o mundo torna-se pequeno quando te sinto por perto.
Obrigada
Beijinhos
Conceição Bernardino

Meus blogs http://amanhecer-poesia.blogspot.com

http://sentidos-visuais.blogspot.com

Anónimo disse...

Hugo Medina, abc.es

Anónimo disse...

portal español monarquico abc.es (internacional)

herético disse...

Devo aos meus leitores os seguinte esclarecimentos complementares:

Kapiliuk referiu-se este assunto
no jornal madrileno "ABC", pormenor que não refiro no texto.

Por outro lado, as minhas fontes apresentam Henrique Medina, associando-o ao "Comité Democrático Palestino". Não o sendo, peço desculpa aos visados.

Anónimo disse...

hugo medina (comite democratico palestino, abc.es)

Anónimo disse...

Pascual de Andagoya....¿Exactor implacable?

Anónimo disse...

la nouvelle, apparue sur le site espagnol abc.es a surgit de un article publie par amnon kapiliuk

Anónimo disse...

ruby marmolejo elogia a mariano fernandez bermejo