domingo, outubro 14, 2007

Trova do vento que passa

"há sempre alguém que semeia...canções no vento que passa"...

31 comentários:

Jasmim disse...

Adriano, inconfundível...

Frioleiras disse...

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaadddddddddddddddorei esta balada.............

adorava o Adriano............


bj

F,

Graça Pires disse...

A voz de Adriano. O poema de Manuel Alegre. Ainda me comovo...
Um abraço

Maria P. disse...

A justa homenagem.

Beijinho

disse...

Uma saudade…

un dress disse...

ah sim a desgraça.

/em muitos aspectos...sempre.

é incrível sim!



bom reOuvir :)

...reLembrar.



beijO

manhã disse...

esta música causa-me arrepios!

Gi disse...

Umpouco por todo o lado tenho visto homenagens a este homem de reconhecido valor. Não sei se ele ligaria muito ao facto de lhe darem tanta importãncia. A que ele naturalmente merece. Uma vida ceifada cedo demais e tanto que os deixou. Uma voz e uma pessoa inconfudíveis.
Estará presete durante muito tempo, muito tempo depois de ter partido.

noite feliz

um beijinho

Isabel disse...

Uma homenagem merecida a um Homem que, como tantos outros da sua época, têm sido esquecidos por aqueles que ao seu tempo se deixaram encantar pela sua voz e pelos poemas que cantava; mas, que pelos jovens, "é" um cidadão anónimo.

Bjt

OrCa disse...

húmida a noite
e nas ruas velhas e sombrias
de tão vergadas ao negrume desses dias
uma voz que se levante e que se afoite

da clara voz de timbre em que me irmano
ainda canta ele
por nós
o Adriano

SILÊNCIO CULPADO disse...

A trova do vento que passa é sempre linda e actual. "Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não".
Que haja quem diga não ao actual governo que não pára de fazer disparates.Manuel Alegre faz-nos falta.

Maria disse...

Não resisto a colocar aqui a letra completa desta

Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diza
o trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Abraço

vida de vidro disse...

Teria certamente muito para nos dar. Que pena calar-se tã cedo uma tão bela voz (em todos os sentidos)! **

tolilo disse...

que bonito! que musica eterna!

hfm disse...

coemntários? para quê? ouvir, ouvir, ouvir, ouvir e ainda ouvir - sempre.

Betty Branco Martins disse...

Quem esquecerá____________"Trova do vento que passa"

Obrigada pela partilha:))

Beijinhos com carinho
boaSemana

foryou disse...

Pronto está bem, apesar de eu não gostar deste tipo de música melancólica... tenho de reconhcer que é muito bonita e que estou a ouvi-la em repetição

António Melenas disse...

Obrigado, Amigo, por nos dares a puvir esta cancão emblemática na voz clara e inconfundível do Adriano. Que saudades...
um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Maria
Ainda bem que passou a letra da Trova do Vento Que Passa Para a Tornar Mais Evidente.
É bom recordar que houve quem amasse este país ao ponto de perder tudo para o ganhar. Esses valores estão tão longe!...

isabel mendes ferreira disse...

há sempre alguém que não fica no limbo....

e ainda bem!!!!



bom dia!

Rafael Velasquez disse...

certissimo!!!

Licínia Quitério disse...

Tantos anos de silêncio sobre o seu nome.
E a sua voz faz tanta falta agora...
Tão breve a vida para tão belo canto.
Fico a ouvi-lo, ainda.

Entre linhas... disse...

Canções que perduram nos tempos,perfeitos hinos.
Bjs Zita

Peter disse...

Saudades do tempo em que, nos aquartelamentos do mato, o ouvíamos às escondidas.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Hoje só quero convidar-te a juntares-te a nós no NOTAS SOLTAS IDEIAS TONTAS (http://notassoltasideiastontas.blogspot.com) no grito contra a pobreza, hoje dia 17/10/07 em que, internacionalmente, se exige a sua erradicação.

Anónimo disse...

Não conhecia, até agora. Grato pela partilha.
Um abraço fraterno,
batista

Isabel disse...

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Que bom lembrar estes tempos
em que a cantiga, a palavra , a voz, eram armas, eram formas de luta, formas de dizer sim ou não, mas sempre formas de dizer aquilo em que se acreditava.

Sinto falta de quando se acreditava e se cantava e se escrevia com a força de acreditar em algo.

O Manuel Alegre escreveu o belissimo poema a que Adrino deu voz e muitos de nós acompanhámos.

É bom lembrar o que significa acreditar não é?

Efemerum disse...

e há memória que, ao contrário do cigarro, não se podem apagar.


noite tranquila.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Quero informar que Alda Inácio do blogue Crítica & Denúncia, do Brasil, nos propôs,em resultado da "concentração" de ontem no Notas Soltas, criar um blogue universal com um banner para os nossos blogues. Estou em contacto com ela para ver como nos articulamos. Conto contigo para este passo que penso ser de alguma importância e que poderá ser o início de outros que podemos dar. Todas as colaborações são poucas e indispensáveis por isso, se puderes, colabora com as tuas sugestões e ofertas de disponibilidade. É preferível fazermos pouco a nada e, pior ainda, ficarmos parados.Recebem-se sugestões em Silêncio Culpado.
Um abraço

Menina_marota disse...

Sempre e cada vez, mais actual.

"...
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
..."

Um momento que me emocionou.

Bj
O.

aquilária disse...

uma voz cristalina, interpretando um poema cheio de coisas a decifrar...e tão apropriado aos tempos de nojo que vivemos.
gosto de quase todas as canções do adriano correia de oliveira; mas a "canção com lágrimas" é uma das minhas favoritas:
"...com lisboa tão longe, ó meu irmão tão breve/ que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro"...

um abraço