domingo, novembro 16, 2008

Palavra inóspita...

Talvez o caos seja apenas a rosácea
Antes do fogo que os dedos tecem no cinzel
E a pedra a absurda permanência da forma
Em si fechada...

Talvez a poalha do tempo fecunde novas cidades
E as ínfimas coisas se ordenem e expludam
Como corolas em delírios de cristal...

Talvez a vontade dos homens seja excesso
E rasgue as veias das galáxias
E o surdo rugir do mundo inunde a consciência
Dos escravos...

Talvez a Palavra seja inóspita
E os hinos sejam derrocada das muralhas...

28 comentários:

Véu de Maya disse...

Numa palavra: brilhante...como pode a liberdade libertar o escravo? o teu poema abre leve mas densamente esse reencontro, talvez pra sempre utópico..mas belo e precioso....
abraços.

jrd disse...

...e novos hinos possam acompanhar as palavras habitadas.
Abraço

M. disse...

Lembra-me algo.. como a destruição e a reedificação de uma nova Jerusálem


beijo

pront'habitar disse...

ESCRAVOS?!

JÁ SÓ HÁ senhores.

mdsol disse...

Denso
Muito denso

Tive de ler, reler, treler...

Ou seja: obrigou-me a pensar!
.))

~pi disse...

por último

talvez tudo seja

na da?




beijo




~

éme. disse...

A vontade dos homens... uhm... pois não sei. Essa parece-me cada vez mais medrosa. Mais lenta. Menos capaz.
Mas não sei...
Talvez haja alternativa

(mas aqui neste paízinho à beira mar deixado... não sei, não sei.)

Maria disse...

Intenso. Bem mais do que intenso.
Falas-me de luta e de hinos.
Vou. E canto contigo.

Beijos
e beijos
:)

Vieira Calado disse...

Talvez, amigo!

Resta-nos esperar que sim e cantar versos!

Um abraço

hfm disse...

Talvez... talvez a palavra fuja a todas as tendências e a todos os condicionalismos!

um Ar de disse...

Talvez...
.
[Beijo...@]

audrey disse...

sim, a/s palavra/s são
quase sempre
inóspita/s.

Carla disse...

inóspita a palavra???
não creio...resta-lhe pelo menos a força da utopia
beijos

Graça Pires disse...

Talvez o poeta não se canse deste seu dizer tão pessoal...
Gostei imenso do poema. Um abraço.

margarida já muito desfolhada disse...

talvez, mas quando?

rosasiventos disse...

agora folha agora[esquecer perder-se de entrar,

Maria P. disse...

Talvez, tudo.

Beijinho*

Mar Arável disse...

A vida é um excesso de muralhas

que urge derrubar

também com palavras

Paula Raposo disse...

É. Bjs.

vida de vidro disse...

Será? Talvez é aquela palavra que nos abre (ou fecha) portas. Nunca se sabe. Talvez... Continuas a rasgar em palavras de muita beleza caminhos de esperança. Mas não se pode evitar a derrocada das muralhas. **

Tinta Azul disse...

o poder da palavra

o poder dos teus poemas.

:)

dona tela disse...

Desculpe a ausência, mas ando cá com um stress...

Amistosas saudações.

São disse...

Talvez...talvez...
Fica bem!


Não podes retirar as letrinhas?
É que já é terceira vez!!

Nilson Barcelli disse...

Talvez...
Mais um magnífico poema.
Gostei, brilhante.
Abraço.

Peter disse...

"Talvez a vontade dos homens seja excesso
E rasgue as veias das galáxias"

Talvez...

Stella Nijinsky disse...

Bom dia Herético

As palavras são atiradas para um lado, para o outro, inóspitas ou fecundas, provenientes de todos os tipos de homens, bons, maus, assim assim, estúpidos, inteligentes, etc etc.

E depois são lidas ou não, interiorizadas ou não, podem ser bem ou mal interpretadas, distorcidas ou manipuladas...

Mas no sentido que quiseste dar subscrevo a opinião da CARLA e claro, da VV.

Um beijo,
Stella

Oliver Pickwick disse...

Rosáceo caos. Tão bonito e convincente que é possível enxergar a famosa luz no fim do túnel.
Um abraço!

M. disse...

Voltei e encontrei a força deste teu poema.