domingo, março 29, 2009

Frágeis que somos...




Traço que esboça o gesto
Crisálida ainda
Voo no branco
Ténue sopro nos dedos
Como forma
E se liberta indecisa
No movimento
De nada...

Indeciso também o verbo
Em seu percurso de cor
E vontade de ser
Riscos apenas
De um “Eu” que teima
E quer...

(Cuidados meus)

Frágeis que somos
Nesta aurora,

António

28 comentários:

Mar Arável disse...

Num traço se risca

o trajecto

de um voo

Belo

Véu de Maya disse...

Meu caro herético!

a fragilidade poética é uma luz intensa e um força enorme, como salta à vista.

abraços

Isamar disse...

E somos tão frágeis!
Bem-hajas!

Beijos

hfm disse...

"E vontade de ser
Riscos apenas
De um “Eu” que teima
E quer..."

Belíssimo. Imagem/poema.

jrd disse...

Muito bom.
Como se fosse o "antes" do poema.
Abraço

Maria P. disse...

Que bonito. Com ternura.

Beijinhos*

Popper disse...

Abração.

Arabica disse...

Herético,

a surpresa do traço (também lá),

o cruzar da tinta no bater ainda inseguro das asas.

O inventar do mundo,

o recriar dos sentidos.

Poesia em desenho de amor.

~pi disse...

fluir

no desenho

do vento

nas tuas palavras de

al go dão :)




beijo




~

SILÊNCIO CULPADO disse...

Herético

Frágeis que somos e no entanto tão fortes para o mal e para a impiedade.
Se puséssemos sentir a vulnerabilidade como algo que da incerteza deveria semear a humanidade, não seriamos tão mauzinhos para o nosso semelhante.


Abraço

Graça Pires disse...

Voo no branco. O risco do sonho.
Asas tão frágeis...
Um abraço.

mdsol disse...

Delicado!

:)))

escarlate.due disse...

gosto destes... simples (ou não ou não)... curtinhos... que eu entendo (será?)
:)
frágeis
tão frágeis que somos
e contudo...


:)
beijo foryou

vida de vidro disse...

Sonhos ainda indefinidos. Traços à procura da forma. Todo um caminho à frente.
E um doce e belo poema. **

Graça Pimentel disse...

Gostei desta "fragilidade" embora, o ser humano consiga, quando é preciso, ir buscar forças às fragilidades.

Beijo

Frioleiras disse...

que lindo...

leve como uma pena

como uma pena de
pássaro
na primavera..............

bj

audrey disse...

dois poemas, Herético?

um matéria
outro alma

?

beijos

tolilo disse...

Tio Herético,

Tão lindinhos os teus desenhos!

São parecidos com os que eu faço.

A sério !

Chuac!_

Licínia Quitério disse...

E nessa fragilidade já uma imensa força. Tal como a da crisálida.
Lindo! Terno!

© Piedade Araújo Sol disse...

acho que põe tanta sensibilidade nos seus poemas, que lhe dá uma enorme ternura, digno dos Poetas.

gostei da fragilidade da foto...

um beij

isabel mendes ferreira disse...

.....somos.....

frágeis. como os "riscos" na mão de uma criança. como a intenção de um largar voo.

como uma tela em branco. somos. frágeis e ágeis. a sonhar.



beijo.....
"António a provar que Miró tinha razão"...:)

mariab disse...

Coisa bonita, olhar esses traços que reflectem o mundo no olhar de uma criança. Frágeis, sim, nós e eles. E aquele sentimento de que lhes deveríamos perpetuar esse olhar... Beijos

isabel mendes ferreira disse...

e um texto



BRILHANTE!

C Valente disse...

Saudações amigas,até breve

Tinta Azul disse...

Lindo.
Uma ternura.

Mas...não são riscos, são desenhos mesmo. Como as palavras de quem assim fala do António.

São disse...

eis nestes traços o despontar de uma vida...
Felicidades.

um Ar de disse...

Como amo a palavra "aurora"!...
.
[Como gosto desses breves momentos! apreciá-los antes do sono, depois da noite...]
.
Frágeis que somos, assim... como tudo o que começa, de novo!
.
Como o "antónio" que explode nas nossas vidas a novidade... de novo... magia de um tempo, sempre cíclico...
.
O desenho?
É a celebração desta primavera!
Agora...
.
[Beijo...@]

M. disse...

Não sei se será apenas "nesta aurora" que seremos frágeis. Penso que a fragilidade tem é facetas diferentes. E estes desenhos que esboçam vidas são de uma enorme beleza. Pela pureza do pensamento.