domingo, agosto 15, 2010

Que dragões, que moinhos?

Que dragões, que moinhos
Em tal ímpeto?

Que Dulcineias,
Ou que ventos?

Que nereides insuflam tuas velas?
E que musas teu canto?

Quem do escudo o timbre?

Que odisseias, que bravatas,
Que Aquiles, que Bandarras?
Que caminhos, que impérios?

(Ou que pedras?)

Que Vieiras?

Quem teu sonho ungiu?
Quem do sal o sangue a latejar nas veias?
De quem o brio?

Que farei eu com esta espada?
Ergueu-a, e fez-se...”:

- Diz o Poeta,

António.

24 comentários:

lino disse...

Bem regressado!
Abraço

jrd disse...

Que Poema!
Abraço

Rogério Pereira disse...

O que eu gosto nesta palavras
é poderem-se arrumar
em geito ritmado
mesmo que nem sempre rimado
é possuirem o espantoso condão
de me transportar
aos tempos em que eu também
vencia um terrivel dragão

alice disse...

está o heretico a chegar e eu a partir :) gostei de ler e sobretudo da foto. é o netinho? um grande beijinho e até setembro.

Graça Pimentel disse...

Espero que as férias tenham sido boas e que o regresso seja cheio de energia.

Beijo

Virgínia do Carmo disse...

Só a inocência move a vontade com tal garra!

Um abraço

Rogério Pereira disse...

Caro heretico

Por vezes quando me releio é que dou conta de coisas horrorosas. No meu comentário anterir, duas igualmente indesculpáveis: um erro jeitoso e uma omissão, o beijo ao neto...

Espero que me desculpe,

Abraço

O Puma disse...

Um dia seremos crianças

poeta amigo

OrCa disse...

Sim, sim, essa magnífica idade em que se vemos moinhos, são moinhos, mas que se quisermos ver gigantes, serão gigantes, como nos dizia Gedeão...

E onde todos os combates valem a pena...

E onde cada dia não se esgota na noite, por ânsias do dia que já lá vem...

E onde cavalgamos nuvens sem receio de cair...

E onde a vida nos sobra...

Abraço ao avô. Beijo ao neto. Aventureiros.

OrCa disse...

Em se tirando de cuidados, irá o meu amigo ao meu cantinho, onde lavrei ecos destes versos esplêndidos.

Abraço.

Maria P. disse...

:) Que regresso!

Beijinho*

lis disse...

Muitíssimo gostoso de ler esse seu imaginário heretico.
Voltastes como gosto, poético rs
Gosto do Antonio também quando ele diz " ...as lágrimas são as minhas ,mas o choro não é meu"
deixo os abraços de chegada

Graça Pires disse...

Um poema maravilhoso com todo o imaginário de quando a inocência nos habitava...
Um beijo, amigo.

MagyMay disse...

Valem as espadas e os escudos para conquistar os sonhos.

Beijo a festejar o regresso

SILÊNCIO CULPADO disse...

Herético

Um poema inteiro duma pessoa inteira. Para que nos questionemos e não sejamos pequenos.


Abraço

Genny Xavier disse...

Herético,
Que sonhos embalam nossos devaneios e utopias?...que sopro os desfaz ao vento?...que brisa os recompõe?...Que espadas os combatem...que escudos os protegem?
Quantas perguntas terão suas respostas?
Belo poema de sentidos épicos e transpirações líricas...
Feliz regresso!
Genny

casa de passe disse...

ensine-o, sr. herético, que podem aparecer, por vezes, dragões bons. e ele terá, então, que saber distinguir.


Alice, a Fininha

Márcia Maia disse...

este vai pra minha pasta de especiais para que possa relê-lo sempre que quiser.

um beijo do lado de cá do mar.

Licínia Quitério disse...

O tempo em que todas as aventuras são possíveis. Uma observação/reflexão cheia de ternura feita Poema.

Um beijo para ti outro para o António.

Miosotis disse...

... não sei que acrescentar a tudo o que foi já dito!

Intenso!
Um beijo

Fragmentos Culturais disse...

... não me canso de repetir! Que bem 'poetas'!!
E tendo como mote grandes nomes da literatura versejas, adentrando-te pela a imensidão do ser!

Um beijo,

bettips disse...

Poetas
que sonham sempre!
(lembrei António Gedeão um dia destes)
Abç

jawaa disse...

Somos um povo que quer o mar que é teu!
Também as pedras, pois.

Gosto muito da tua poesia, embora saibas pintar momentos como poucos em alinhavados ditos prosaicos.

Um abraço muito grato pela tua presença amiga.

M. disse...

Pois são eles o entusiasmo dos nossos sonhos renovados. Se são! E enquanto formos capazes de sonhar através deles, amaciaremos os desalentos das nossas almas.
De grande ternura as tuas palavras.