quarta-feira, março 30, 2011

RUMOR DA HISTORIA...




Do rosto ao traço a mão inquieta
Rumor de palavra liberta em murmúrio de luz.
Treva magoada. Ainda …

Subtis formas. Desvairadas. Danças multicores
Insinuando-se em corpo vago sob os dedos
Imprecisos no interior do sopro alvoroçado…

Tudo se conjuga embora – linhas e cores!
E o olhar de fera! E as imprevisíveis asas:

 - Anjo da História!  

O poeta tão por dentro é apenas testemunha.
O drama está além - na orla de nada!
Entre o ferventar de mosto e o chamamento de água
Granítico ainda. E inquieto lume …

Talvez nas fissuras da pedra se erga a face dos homens.
E a flor dos lábios. E os braços líquidos. Generosos.
E os punhos. E rio de cores em que me afundo.

E o poema se faça absoluta claridade.
E os tempos Hora!

17 comentários:

Rogério Pereira disse...

E o poema se faça absoluta claridade.
E o sol liberte seus raios
brilhando na espada
E os tempos Hora,
Já! Agora!

© Piedade Araújo Sol disse...

e
a hora que
se
demora
mas que ficará na história

mais um bom poema!

um beij

Mel de Carvalho disse...

A poesia impõe-se leitura obrigatória de um povo "levantado do chão", lembrando Saramago.
Excelente.
Fraterno abraço
Mel

São disse...

Que sejam sempre agradáveis e frecas as cores desse rio onde te afundas, para que a tua poesia assim nos lave alma.

Beijos.

O Puma disse...

Que se ergam os punhos

no poema

Abraço

Maria disse...

Belíssimo!!!!
Que se faça a Hora!

Beijos

hfm disse...

Um poema único e belo com um final soberbo! Daqueles que eu gostaria de ter escrito.

lino disse...

Belíssimo poema (embora o olhar de fera já tenha sido)!
Abraço

Fragmentos Culturais disse...

.. como poetas 'valerosamente' em momentos difíceis...
Lindo!

Um beijo
(sem punho erguido)

Virgínia do Carmo disse...

Talvez a esperança nos seja ainda a única saída.

Para mim, uma perfeita construção poética.

Um abraço

Genny Xavier disse...

Querido,

Da face erguida dos homens por entre as fissuras das pedras, em que se mostre braços e punhos na causa honrosa da História, o poeta é sempre testemunha, voz que ilumina o poema claro em tempos Hora...de agora e sempre.
Poema belo e de necessária reflexão.
Beijo,
Genny

Lis disse...

herético
que os poemas sejam claros como aquelas manhãs de sonho , a espuma dos champanhes ,a fantasia , o riso franco , os dias felizes.
e que haja tempo
a hora é Agora.
Gosto muito da sua História ,
e dos rumores que chegam do lado de cá rs
nem precisava tanta água ... rs

abraços meu poeta

VÉU DE MAYA disse...

Sublime e marcante...Poeta. Que a Hora traga esperanças renovadas.pq isso é urgente.

Abraços,

Véu de Maya

jrd disse...

Belíssimo!
Que o poema feito rio, rompa as margens do tempo. está na hora!
Abraço

jawaa disse...

Talvez a face dos homens na pedra, sim, porque os humanos a perdem.
E que o poema teça a claridade.

Um belo poema, gostei de ler-te.
Um abraço

Vieira Calado disse...

Um belo sabor a clássico,

neste poema!

Um forte abraço

Jorge Castro (OrCa) disse...

«... O poeta tão por dentro é apenas testemunha...»
Ah, mas como ele se desunha...!

;-)»