quarta-feira, novembro 07, 2012

INQUIETANTES DIAS SEM MEMÓRIA...


Inquietantes os dias sem memória
Como se o magma em que se despenham
Fosse apenas mar de sargaços.
 
E o sol que das cigarras tem o canto
Fossem pingos de chuva. Gelados.
E as bocas fossem apenas grito sufocado. E o cântico
Vazio das almas saturadas...
 
Ou fossem vãos desertos
Das portas...
 
Caminhamos injustiças como quem apascenta
Descuidados rumores da fome. E (des)esperamos
Que nesta auréola de frio escorra o sémen
Das horas. E germine a vibração do tempo...
 
Incertas as praças. Prenhes embora de couraçados.
E auroras faiscantes...
 
Lá longe o farol clama.
Na intermitência das dores. E dos relâmpagos...

8 comentários:

Rogério Pereira disse...

Um dia falaremos... de flores?
Cravos?

São disse...

Deste tempo de angústia , brotara´luz !!

Bons sonhos.

lis disse...

Precisamos reativar a memória heretico,
fico a pensar nos portugueses e suas circunavegações,as grandes conquistas por mar e terra,os grandes descobrimentos, onde ficou essa coragem rs cadê o espírito aventureiro?
os mares continuam desconhecidos e
como disse o escritor : 'Há muitas auroras que não brilharam ainda..."
Éspero que a luz do farol não esteja tão longe e a nação portuguesa encontre o rumo.
Linda poesia , também gosto dos 'gritos Não sufocados' .
escrevi muito ,tente ler no sotaque brasileiro ok? rsrs
abraço

C Valente disse...

"Na intermitência das dores."
tão inquietantes são os dias
Saudações amigas

jrd disse...

A luz que se faz anunciar no teu poema vai iluminar-nos a rota.

Abraço

Fragmentos Culturais disse...

... tempos de angústia, de medo(s) de sonhos desfeitos...

Um beijo afectuoso,

© Piedade Araújo Sol disse...

e um dia na praça

falaremos de luz e poesia

e das palavras que me calam a laringe

infectada de espinhos

como as rosas em caladas madrugadas

beij

Beatrice disse...

e de luz falaremos.

:)