sexta-feira, dezembro 07, 2012

ECO DAS HORAS E DAS PÉTALAS...


 
Na oculta linha onde todos os rostos se perfilam
Mar de sombras e inesperadas claridades
Nesse ínfimo átomo convexo onde a luz
Colapsa e de tão breve
Explode...
 
E a noite se ilumina em metamorfose de cinzas...
 
Nessa desértica alvura onde os ventos se soltam em fúria
E germina o latir dos sons. Bárbaros ainda.
Na gesta inaugural da Palavra a arder na boca
Em labareda. Como sarça.
Rítmica.
 
E na dança hermética das caligrafias. E na decifração dos dias.
Impressivos. Como voo da flecha em sua presa.
 
Aí nesta ara do tempo consumado. E no impoluto sangue
Das vítimas. Ergo o veneno e a taça. E bebo o fel.
E solto o grito. Como fecundo parto
De ervas tímidas. Ou o pulsar
Dos punhos.
 
Ou o eco das horas. E das pétalas...
 
............................................................................................
 
Peço desculpa pela minha falta de assuidade aos vossos blogs. Em breve, porém, regressarei ao ritmo habitual...
 
Beijos e Abraços! 

 

 

 

 

 

11 comentários:

jrd disse...

Dos punhos e das pétalas.
É a hora!

Abraço

Hanaé Pais disse...

Gostei muito!
Muito discreto, com classe, diria mesmo: apenas para inteligentes!

Rogério Pereira disse...

O teu poema paga
a tua ausência

Escreve...

São disse...

Penso que toda a gente decente está bebendo amargo fel, meu amigo!

Fica bem.

lis disse...

o heretico
"O mundo está cheio de gritos
_como represar este rio transbordante que vai submergir as cidades ??"
seu poema me deu essa sensação que li há pouco num livro,
Te dou todas as honras porque tu és um poeta, quase exilado ..."como a palavra a arder na boca..."
Lindo !
_ que o eco resgate as pétalas.
Parabéns kirido
bom final de semana

lino disse...

Abraço forte!

Maria Valadas disse...

Saudades de ler poesia, textos etc.

Motivos inerentes à saúde levaram- me a ocultar os comentários.

Peço desculpa.

Abraço amigo.
Maria

© Piedade Araújo Sol disse...

dos punhos fechados
e das palavras
caladas...

Boa semana.
Um beijo.

;)

Luis lourenço disse...

sublime e profundo como é teu timbre quando poetizas...Cuida-te na saúde, mas volta logo que possas...Forte abraço, meu caro,

Véu de Maya

maceta disse...

ansiedades da revolta...

jawaa disse...


Mais um belíssimo poema.
Gostei muito.
Um abraço

PS - não te apoquentes com as visitas, tens de aparecer é aqui, marcar presença e dar prazer a quem te lê