segunda-feira, fevereiro 11, 2013

ASSIM FORA...


Na linguagem primordial das coisas simples
Tudo flui na alegria de existir sem metafísica...
 
A flor abre-se ao sol
A pedra afeiçoa-se à montanha
E os pombos catam “o piolho da existência”
Abrindo as asas em festiva celebração
Sem cuidados...
 
Assim fora o Mundo
E a minha inquietação...
 
E a noite dos proscritos.
Assim fora...
 
E aridez de todos os desertos.
E as dores. E todas as devoções
Das almas simples...
 
E a reabilitação da Palavra profanada...
 
E todas as leis. E todos os mistérios
Assim fossem – alento breve
Na consumação dos dias...

11 comentários:

lino disse...

Infelizmente não é!
Abraço

Licínia Quitério disse...

Duma religiosidade profana, posso dizer?
Uma dor, uma dor nos invade.

© Piedade Araújo Sol disse...

a Palavra como arma...

beijo

Mar Arável disse...

Assim fora

jrd disse...

"A flor abre-se ao sol
A pedra afeiçoa-se à montanha".
Quem como tu reabilita as palavras e percorre os dias?
Um abraço

Anónimo disse...

Alento na Palavra,
os proscritos com almas simples,
a voarem nas asas dos pombos.
As Flores com o brilho do Sol.
Assim é!

Rogério Pereira disse...

Hoje (e talvez sempre)
são raras as almas simples
É que é cada vez mais mesterioso
e sinuoso
o caminho do pão
(tudo flui na tristeza de uma existência com metafisica)

São disse...

Concordo, assim fora...infelizmente ainda não é!

Um abraço

quem és, que fazes aqui? disse...


Assim...

Beijo

Laura

M. disse...

Uma litania muito bela.

Graça Pimentel disse...

Bonito. Gostei...

Beijo