quarta-feira, abril 03, 2013

EXPIAÇÃO DE POETA...


Na rebentação da Palavra
Na inesperada claridade onde os lábios fremem
As bocas ardem
E os corações se agitam...
 
No festivo palco de todas as revoluções
E no vermelho mais alto das bandeiras...
 
No sangue de nossos mártires
E no culto venerando dos heróis...
 
Na epifania dos dias futuros
Que as entranhas do presente e o coração das trevas
Anunciam...
 
Na amargura de uma Primavera tardia...

Acolho o grito sufocado do Mundo
E a dor das mães

E todas as margens sem rumo...
...................................................
 
Expiação de poeta ou água
Ou sémen em alvoroço
Fecundo...

 

11 comentários:

jrd disse...

Poeta fecundo. Hás-de emprenhar a Liberdade.

Abraço

quem és, que fazes aqui? disse...


E o Poeta se revelou "Na rebentação da Palavra" ... fecunda.

Belíssimo!

Beijo

Laura

Mar Arável disse...

... e se a Primavera tiver que arder
que arda
pior será tremer no Verão

Abraço

Pearl disse...

Completamente fértil de facto.


:)

Anónimo disse...

"E todas as margens sem rumo..."

lino disse...

Alvorocemo-nos pelo chegada da primavera!
Abraço

© Piedade Araújo Sol disse...

a inquietude no corpo e na alma...

e a Primavera que tarda...

muito belo.

um bom fim de semana.

um beijo

:)

Ana Tapadas disse...

Cada palavra perene, bela e cheia de uma força extraordinária! Adorei.


bjs

Pata Negra disse...

Agora fiquei com vontade de praticar expiação sobre o que ocultam estes versos claros!...
Um abraço em verso, oculto no sistema binário dos cabos que nos ligam, claro porque aqui se fala na língua poema

São disse...

Poeta fértil de sonhos e liberdade!

Bom fim de semana

lis disse...

... e"todas as margens sem rumo'
e as mãos se tocam cada vez menos.
Seu poema faz-me lembrar lamentação de Drummond:
"... coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan. "
"Elegia" quando puder leia _ enquadra-se bem!é o sentimento _quisera fosse do mundo!
belo poema heretico
sempre muito bom,
abraços