quarta-feira, outubro 09, 2013

CANÇÃO DO ZELOSO...


“Zeloso vai sempre mais
Longe
P´ra meter o amanhã
No hoje.

Falo daquele zeloso
- está-se a ver –
Que forceja por mudar,
Não pra manter.

Ser zeloso é um fervor?
Deixe-o ser,
Você é um faznadão
Homem de ver.

Zeloso tem os seus quês?
Tem.
E às vezes não conhece
Pai nem mãe.

Se o fim justifica os meios
(justifica?)
P´lo happy end ele tudo
Sacrifica.

Mas o fim já não é fim,
Se atingido.
O zeloso já está noutra,
Comprometido.

O que às vezes acontece
Ao fervoroso,
É que se lhe parte a mola,
Perde o caminho e a sola
E vira desmazeloso”...

Alexandre O´Neill – “Anos 70 – Poemas Dispersos” – Assírio & Alvim

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Ando pouco inspirado –
Mas não quero deixar de dar a minha contribuição
para o Orçamento do Estado.
 

8 comentários:

jrd disse...

Pois nestes postes vale mais sê-lo do que zelo...

Abraço

lino disse...

Mas estava o O'Neill inspirado!
Um abraço

AC disse...

A escolha é muito pertinente.
(O'Neill sempre actual)

Abraço

Mar Arável disse...

Sempre votarás bem

e eu contigo

Ana Tapadas disse...

Precioso poeta! Corajoso blogger!

Estou contigo.

Maldito «Afundamento» de Estado!


bjs

© Piedade Araújo Sol disse...

que vai ser duro ( de aguentar)...


a inspiração volta....volta sempre...

:)

Lídia Borges disse...


O'Neill tem razão
Tanto zelo mete nojo
Sem conhecer pai e mãe
A quem serve este zeloso?

Que a cadeira o deite ao chão!

Lídia

Lune Fragmentos da noite com flores disse...

Este é o O'Neill que faz falta... sempre actual!

Beijo