domingo, março 09, 2014

ASSIM FORA O MUNDO...


 Na linguagem primordial das coisas simples
Tudo flui na alegria de existir sem metafísica...

A flor abre-se ao sol
A pedra afeiçoa-se à montanha
E os pombos catam “o piolho da existência”
Exibindo as asas em festiva celebração
Sem cuidados...

Assim fora o Mundo
E a minha inquietação...

E a noite dos proscritos. Assim fora...

E aridez de todos os desertos.
E as dores. E todas as devoções
Das almas simples...

E a reabilitação da Palavra profanada...
E todas as leis. E todos os mistérios
Assim fossem – alento breve
Na consumação dos dias...

Manuel Veiga

...........................................................
Uns breves dias ausente do vosso convívio.
Beijos e abraços.

11 comentários:

Laços e Rendas de Nós disse...


Fui reler o "De porta em porta..." e saboreá-lo. Não encontrei o meu comentário. Onde terá ido parar? Não que fosse importante perante o teu texto que, não desapareceu. :))

"assim fora o mundo..." e seria tanto ou tão pouco.

Beijinho

lino disse...

Aguardo o regresso.
Abraço

Ana Tapadas disse...

Aguardo o regresso e releio este maravilhoso poema...

«E a noite dos proscritos. Assim fora...»

Assim fora!

bj

Maria João Brito de Sousa disse...

Assim fora... mas não é, de todo!

Gosto muitíssimo deste poema.


Abraço grande!

Teresa Durães disse...

A visão panteísta!

O Puma disse...

Aguardo na minha escarpa

Abraço fraterno

Jorge Castro (OrCa) disse...

Veiga, planície cultivada e fértil, Manuel.

;-)»

Grande abraço.

Graça Pires disse...

Um poema de quem luta por algo melhor... Obrigada.
Um beijo.

Graça Sampaio disse...

Poema dourado escrito na soleira da primavera. Muito sereno.

Beijinhos e até ao seu regresso...

G- Souto disse...

Lindo, o poema que não conhecia.

Como vês também aprendo contigo, sempre...

Beijo

Sónia M. disse...

Assim fora
assim fosse...
Gostei muito.

Aguardo o regresso.
Beijo