domingo, junho 29, 2014

"Ajoelha e Serás Crente..."


“Ajoelha e serás crente!...” – escreveu Pascal um dia
Em seu fervor jansenista...

Assim o poeta
Invocando a graça
A arder na sílaba
Letra a letra...

E na fonte de água pura
Onde a sarça se incendeia
E os lábios
Peregrinos
São sede e beijo
O poeta recolhe o nome
E grita
E se imola
Na ara interdita
Do Desejo.

Espada e gume
Rasante em sua dor
E teima...

Manuel Veiga

 

10 comentários:

Ana Tapadas disse...

Já li muitos poemas aqui, mas este é de excepção!
Faltam-me até as palavras...quase me apetece aplicar-lhe a Teoria da Literatura. Isso eu prometi não fazer, pois venho pelo puro deleite. Hoje encontrei - o!
bj

Lídia Borges disse...


Ajoelhar perante da Poesia, perante o Amor... Sou crente!


Beijo

AC disse...

Um poeta digno de tal designação.
Enorme!

Abraço

jrd disse...

Abençoado pela poesia, como poucos.

Abraço meu irmão

Mar Arável disse...

De pé
invoca e teima
o poeta

Abraço sempre

anamar disse...

Li-te em alta voz.

Maravilha.
Mas que bela arma tu tens!

Beijinho

:)

Graça Pires disse...

De joelhos, de pé ou deitada também creio na Poesia, nesta poesia que invoca a sede e a fonte do Amor.
Um belo poema, meu amigo Manuel.
Beijo.

Graça Sampaio disse...

DE MAIS!! Forte, belo, sensual e tudo!

Beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

forte e sensual....

o Poeta é teimoso por natureza.

:)

maceta disse...

ainda bem que se inventou o abecedário para traduzir as ideias...