terça-feira, julho 15, 2014

UMA ROSA ACESA...

São por vezes generosos os deuses soltando bênçãos
E caprichando desenfados no coração dos homens
Em tardes benévolas e quentes...

Sereníssimas as Mulheres a abrir seus mantos
E a soltar o Milagre. E cortar o pão e a servir o vinho.
Prudentes e sábias. E a habitar toda a casa a tricotar conversas
E açucenas na rosto do dia claro. E pleno...

Cá fora os homens soltavam revoadas pelas escarpas.

E bebiam apaziguados. E límpidos...
E a serra madre lá ao fundo a devolver o Eco
E o murmúrio de Pã penetrando nos sentidos...

E no interior do círculo uma rosa acesa – milenar fogueira!
Que um Poeta iria plantar em chão fecundo.
Como perfume da Memória
E essência pagã da Vida...


Manuel Veiga

7 comentários:

jorge esteves disse...

A fragância da rosa mistura-se no aveludado dos sons.
Das tuas palavras.
Abraço, amigo!

Mar Arável disse...

Na verdade
um belo retrato

Abraço

Graça Pires disse...

Uma rosa acesa só pode habitar o coração de um poeta...
Um beijo, meu amigo.

Ana Tapadas disse...

Quase estive onde minha alma mora...nesse tempo e nesse lugar.

Beijo

jrd disse...

A felicidade de saber que estamos juntos num belíssimo poema.
A sublimação de um dia de partilhas.

Obrigado Poeta e Irmão

Um abraço

maceta disse...

na poesia, um oceano de possibilidades...

© Piedade Araújo Sol disse...

uma rosa na limpidez dos dedos do Poeta....

:)