terça-feira, agosto 26, 2014

MEMÓRIA...


A Memória é imenso lago que nos devolve o rosto
Transfigurado como a pedra
Depois das casas morrerem...

Itinerário de cinza
A despenhar-se
Por dentro...

Garganta apinhada e celeiro talvez
A explodir em pio de ave
Ou fissura por onde
O fogo arde
Ainda...

Manuel Veiga




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Uns breves dias mais de ausência
e poderei retomar a visita aos meus blogs de estimação...

Saudades dessa agradável partilha!

Beijos e Abraços

7 comentários:

Lídia Borges disse...


Reconstruir os dedos em ruínas. Hão de regressar as abelhas aos jardins renascidos.

Bj.

Lídia

Graça Pires disse...

Entre o amor e o mundo há a memória...
Mais um belo poema, meu amigo.
Um beijo.

O Puma disse...

Que nunca te doam

essas pedras

Abraço

jrd disse...

A memória são os sítios que foram -ainda são- que nos devolvem o que fomos e nos fazem ser.

Abraço meu irmão Poeta

lis disse...

Reconhecemos os bons momentos quando eles são submetidos ao teste da memória.
E esse 'despenhar-se por dentro' é humanamente sofrido _ talvez saudade.
bom descanso.

Helena disse...

A memória é mesmo lago, itinerário, garganta, celeiro, fissura, fogo...
E tudo renasce mesmo depois das casas morrerem...
Sorrisos e estrelas, sempre!
Helena

Ana Tapadas disse...

Ah a memória...que os dias adoça.

bj