segunda-feira, setembro 08, 2014

GALERA DE GLÓRIAS PASSAGEIRAS...


Navego canela e marfim
E em meu sal marinheiro...

Solto os mares.
Que porto abandonado é fogo ardido...

Corsário de um corpo indefinido
Em cada remo me fundeio. A bruma é lua.
E o rosto indefinido vaga cheia...

Cartografia dos sentidos
Rebentando as veias...

Não mais bandeiras. Outras.
Apenas o convés engalanado
E o mastro altivo...

Tão grávida de Índias
Minha galera de glórias passageiras...

Manuel Veiga


5 comentários:

ॐ Shirley ॐ disse...

Poema belíssimo, heretico, rico, perfeito... demais!
Beijo, com bruma de lua!

Maria Luisa Adães disse...

"Minha galera de glórias passageiras"...

E o poema
nos mostra
que o poema existe
E a Poesia
não é morta!

Belo!
E a palavra
diz tudo!

Maria Luísa - "os7degraus"

Anna disse...

Tão belo, Herético...

Deixo um beijo

Graça Sampaio disse...

Belíssimo! Em poesia a perfeição (quase) existe e toca o céu!

Beijinhos poéticos.

© Piedade Araújo Sol disse...

poesia que lembra outros navegadores sem serem os das palavras...

:)