domingo, novembro 02, 2014

NO LIMITE DA LÍNGUA...


Inscreve-se o poema no limite da Língua
Lugar transitivo onde o sentido se apaga
E apenas o rumor se agita
E se liberta
Pura forma
Inquieta
Que se derrama
Entre as dores
Do Mundo
E a flor carnívora
Em que o poeta
Se despenha...

Assim toda a Palavra
Seja...


Manuel Veiga

12 comentários:

AC disse...

O poeta, observador privilegiado, ao serviço dos outros, cúmplice dum ansiar colectivo...

Abraço

Rogerio G. V. Pereira disse...

Assim seja

Mar Arável disse...

Na complexidade do simples

nas tuas palavras
há sempre uma luz que nos desafia

Abraço fraterno

Majo disse...

~
~ ~ ~ ~ ~ Belíssimo, Poeta!

~ Não é fácil traduzir em palavras e em estilo poético, sentimentos doridos subtis e delicados.

~ ~ ~ ~ A minha admiração pela sua arte. ~ ~ ~ ~

~ ~ Boa semana deste Verão de S. Martinho. ~ ~

ॐ Shirley ॐ disse...

Que toda palavra seja um bisturi afiado, a dissecar o âmago do seu belo poema.
Querido amigo, um beijo!

jrd disse...

Quando a Poesia feita flor se abre para acolher a palavra-grito do poeta.

Abraço meu irmão

MARILENE disse...

Essa é a palavra útil, fértil, que em seu belo poema desenhou com propriedade. Abraço.

anamar disse...

Hoje senti uma leveza enorme na tua forma de poemar.

Apeteceu-me voar em cima de um verso.

Abracinho :)

Graça Sampaio disse...

Gosto especialmente do «lugar transitivo» Muito bonito!

(sem a mais pequena ponta de crítica - era o que mais faltava! - os teus poemas, heretico, tem algures a dureza de Trás-os-Montes...)

Beijinho.

heretico disse...


Graça Sampaio

"pedra e água..." - assim eu fora!

beijo, Amiga. grato

Anna disse...

Não há limites para os abismos da Língua onde todas as palavras se despenham... O Poeta, esse, parte em voo livre sobre todas as veredas.
Tão belo, Herético...

Um beijo :)

bettips disse...

O poema ao sabor da língua, a bela língua portuguesa que se casa tão bem aqui.
Abç