segunda-feira, fevereiro 02, 2015

SINAIS DE FOGO...


 No dorso das coisas imperecíveis um frémito
Uma ligeira agitação como se invisíveis dedos
Profanassem sua quieta permanência...

Uma subtil ruptura tímida que oscila
Sem ser fenda nem passo. Ainda.
Apenas dança
A abrir-se
Em promessa
Contida.

E o palco. Aberto. Esquivo
Nesta espera.

Sinais de fogo
Em luta corpo a corpo
Entre a fria noite
E o claro dia
A (re)fazer-se ...

Manuel Veiga


9 comentários:

Lídia Borges disse...



Prelúdio em dó maior, " A (re)fazer-se" em passo de dança...


Boa noite!

Lídia

Mar Arável disse...

Não ardam os sonhos

Abraço

Teresa Durães disse...

Um prenúncio do que virá

Graça Sampaio disse...

Equilibrada alternância entre «uma ligeira agitação» e os eminentes «sinais de fogo» - poesia sempre equilibrada na busca da palavra certa. Sempre bela e diáfana....

© Piedade Araújo Sol disse...

uma dança de palavras onde o palco é pequeno para tanto talento.

e a espera contida no fogo que desperta em todos os sentires.

belíssimo!

:)

jorge esteves disse...

A propósito daqueloutra fotografia:
gosto da tua Poesia, porra!...

abraço.

Suzete Brainer disse...

Belíssimo!

O sol, a luminosidade na dança

das cores, o maestro com a

música dos dias, os sinais

de impermanência no

palco-vida...

AC disse...

Toda a luta é tremenda antes da germinação.

Abraço

Andrea Liette disse...

Este é o sopro que acende o poema, querido amigo. Um abraço..