sábado, fevereiro 06, 2016

SINAIS DE FOGO...


No dorso das coisas imperecíveis um frémito
Uma ligeira agitação como se invisíveis dedos
Profanassem sua quieta permanência...

Uma subtil ruptura tímida que oscila
Sem ser fenda nem passo. Ainda.
Apenas dança
A abrir-se
Em promessa
Contida.

E o palco. Aberto. Esquivo
Nesta espera.

Sinais de fogo
Em luta corpo a corpo
Entre a fria noite
E o claro dia...

Manuel Veiga






14 comentários:

Salete disse...

Tudo pode acontecer, ou não.
Maravilhoso o seu poema, Manuel.

Beijo.

Helena disse...

Sinais de fogo
Em luta corpo a corpo
Entre a fria noite
E o claro dia...

Entre a fria noite e o claro dia paira o mistério do (in)concebível...
Sorrisos, alegria, estrelas... Que não venham do Carnaval!

luisa disse...

Espero sempre pelo claro dia. :)

Graça Sampaio disse...

Belo retrato do momento, heretico! Gosto.

Beijinho.

Genny Xavier disse...

Poema que se resvala no sutil mistério das palavras que ora gritam, ora murmuram... como o lusco-fusco das auroras...
Versos que me revolvem o pensar.

Beijo.
Genny

AC disse...

Num mundo quase de pernas para o ar, as convicções são constantemente postas à prova.
Como sempre, um grande poema.

Um abraço

Suzete Brainer disse...

Estes sinais de fogo sempre são
luminosos e raros!...
Assim, na raridade bela da tua poética!!

Agostinho disse...

Da luta corpo a corpo há nodoas
que ficam para sempre apesar
dos sinais a arder nas canelas
Nas nossas de mais

CÉU disse...

Fogo, meu querido! Que poema!
Eu sei que ele tem, predominante, uma vertente bem fincada, mas eu leio-o, de outra forma. Pode ser?
Bisous.

Maria Eu disse...

Belíssimo!

Beijos, Herético :)

jrd disse...

No calor da madrugada, o sabor da espera que se deseja.

Abraço fraterno

Fê blue bird disse...

Que nunca lhe falte essa chama esse sentir.
Um beijinho

© Piedade Araújo Sol disse...

palco que é a vida

e que o fogo seja mais que fogo na luta dos corpos

beijo

;)77

bettips disse...

Passo e os sinais de fogo, os sinais de vida, cá estão! Lugar de resistência, ao fim de tantos anos é bom encontrá-los. Mesmo que a memória seja uma escassa luz sobre uma tarde em Mafra, na apresentação de um livro de poemas da L.Q., amiga comum.
Lugar de persistência.
Obg e abraços