quinta-feira, agosto 18, 2016

SENTEMO-NOS DISTENDIDOS ...


Sentemo-nos, distendidos, António!
Que a Vida não espera e a mesa
Sempre se alonga
Quanto baste.
 
Bebamos o vinho. E o pão repartido
Seja nosso (des)conforto
Pois que a ninguém
Seja negado.
 
Sentemo-nos, António!
E que a alegria seja dia
E a noite seja tarde.
 
Sentemo-nos, sim, António!
Sem remorso. Que as mãos
São limpas.
 
E a vida é um trago!

Manuel Veiga
 
 
 
 
 

11 comentários:

São disse...

Vive, António, e vive bem !


Abraços

Jaime Portela disse...

E a vida é mesmo um trago...
Excelente poema, como sempre.
Caro Veiga, tem um bom resto de semana.
Abraço.

AFRODITE disse...

Se todos soubéssemos viver com o que temos, se não houvessem cobiças, vaidades, invejas, maldade... poderíamos beber e saborear a vida com mais calma e com mais sabor.

Um beijinho de brinde à poesia
(^^)

Tais Luso disse...

Pois é, a vida deveria ser pensada antes, assim não ficaríamos ansiosos, alguns angustiados e outros com a sensação de que colocaram suas vidas fora.
Se eu tiver a chance de outra vida penso que viverei melhor: aprendi, embora um pouco tarde, o quanto é saudável viver sem grandes expectativas, sem grandes compromissos, sem querer grandes acontecimentos, sem grandes sonhos, sem muitas cobranças e sem ter de me superar muito. Nada mais chato e desgastante do que essa coisa de superação; não sei quem inventou essa tragédia...
Quero, sim, cabeça para pensar e boas razões para voltar à vida neste louco e conturbado planeta. Mas preciso de outra vida! rss

Belo poema reflexivo, parabéns, meu amigo Manuel.
bjs

Majo Dutra disse...

~~~
Uma partilha muito cúmplice com o teu António maior?
O teu poema está muitíssimo interessante e expressivo.
Beijo, Poeta amigo.
~~~~~~~~~~~

Suzete Brainer disse...

Um belo, profundo e terno poema, quase um diálogo
do avô para o neto (António), repassando a filosofia
da vida, com as mãos limpas no reflexo de valores
éticos, com a utopia de um mundo mais justo que não falte
o alimento (o pão) e o vinho no sentido pleno da alegria
de viver e a mensagem valiosa sobre a vida como um
instante a ser bem vivida!...
Sentar (relaxar) e distender (evoluir) a cada passo
no movimento do agir, pois "a vida não espera"...

Totalmente encantada com este seu poema, a correr
no afeto e no legado sábio para o seu neto.

Abraço de paz aos dois!

Ailime disse...

Boa tarde Manuel,
Magnífico poema!
Desfrutar o momento com alegria (lembrando a partilha), antes que se faça tarde.
Obrigada pela sua visita e comentário.
Beijinhos e bom fim de semana.
Ailime

jrd disse...

Que "bons tempos estes" em que me permito roubar-te um poema e oferecê-lo aos meus netos.
Abraço meu irmão poeta.

© Piedade Araújo Sol disse...


estou demasiado comovida

que orgulho deve ter o António!

um poema terno, e tão mas tão belo!

adorei!

boa semana.

beijo

:)

Agostinho disse...

Com as mãos limpas se dá de beber à boca pura.
Assim se passa o saber da vida.
Abraço.

José Carlos Sant Anna disse...

Vim para uma trago desta vida, e como ela se encurta.
Há as palavras um quê a mais e poesia pulsa inquietantemente.
Leve o poemas, lavadas as mãos...
Abraço, poeta!