sexta-feira, setembro 09, 2016

INTERMINÁVEL JOGO...

 
Jogam-se dois corpos celestes. Assaz brilhantes.
Calcula-se o quadrado da distância
Infinitamente
Até a gravidade
Os fundir – íntimos! 
Fogo branco então a arder – imenso!
E a mudar o eixo do Universo.
E a acertar o paradigma
Do Mundo!
....................................

Vórtice e absoluto lance.
E os dados a rodar na mão dos deuses
Interminavelmente...

Órfãos do Acaso e do Absurdo
Simulacro de deuses
Somos!...  

Manuel Veiga

 
 

Maria Helena Viera da Silva - óleo 1943

10 comentários:

Fê blue bird disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
graça Alves disse...

É demasiado bonito!
Beijinho

Zilani Célia disse...

OI MANUEL!
BONITO ISSO, AMIGO.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

José Carlos Sant Anna disse...

Uma sinfonia, límpida. Basta-nos ouvir a música, caro poeta!
Abraço forte,

Tais Luso disse...

Elegantemente pensado, escrito, postado!
Achei show!
Beijo, amigo Manuel.

Suzete Brainer disse...

Belíssima a tua linguagem poética, quase matemática
a descrever a harmonia da vida; no seu processo
tão belo, libertador e imparcial (deuses), de somar (juntar)
seres ao encontro marcado nas horas (mãos) dos deuses!...

Um poema, meu amigo, com características de transcendência
do próprio poeta com a poesia, nada mais mágico do que um
poeta que transcende ele mesmo no ato inscrito do poema.

Bravo!!
beijo, querido amigo.


MJ FALCÃO disse...

O eterno xadrez da vida...Linda a imagem de Vieira da Silva! Bom domingo

luisa disse...

Somos apenas peões.
:)

© Piedade Araújo Sol disse...

MV

pois somos...

jogamos um jogo que é a vida

beijo

:)

Monica Almeida disse...

Muito lindo esse fantástico poema,gostei imenso!! Feliz mês de Setembro para ti,fica bem!!