sexta-feira, março 31, 2017

REGISTO DE ÁGUA E LUME...

Procura o poeta a palavra exacta
Aquela em que o corpo arde
E a alma quer.
E nessa turbulência se soletra.
Uma a uma cada sílaba. Palato e língua.
E um rio de espuma que freme
E se esvanece.
Tardia.
Registo d´agua
E ardor de lume…

Manuel Veiga



9 comentários:

luisa disse...

Uma busca constante é a do poeta.

Teresa Almeida disse...

É a palavra depurada a arder na sensibilidade do poeta.
Grata, amigo.

Beijo.

São disse...

A busca da palavra certa e do ritmo é a tragédia de quem escreve

Bom domingo e abraços

Graça Pires disse...

Vamos no encalço do poema, à procura da palavra exacta e única que ponha em uníssono o que dizemos e o que queremos dizer...
Um beijo, meu Amigo Poeta.

© Piedade Araújo Sol disse...

MV

e o poeta sempre tem o condão de encontrar a palavra exacta

e, mesmo que, por vezes nem todos a entendem, ela vale, e muito para quem a semeou.

muito belo!

beijinhos

:)

LuísM Castanheira disse...

sementeira em terra fecunda...
no suor silábico do poeta.
mto. bom, Manuel
uma boa semana, Amigo

Agostinho disse...

Ao Poeta bastam-lhe água e lume e o caldeiro das emoções. E sabe que o delírio dos sons se apura com paciência e uma pitada de sal.
Com a marca inconfundível MV.
Grande abraço.

Odete Ferreira disse...

"Procura o poeta a palavra exacta"
É, a meu ver, o ato criativo por excelência, assim como excelente foi a forma como expressaste este percurso
Bj, Manuel

Suzete Brainer disse...

A palavra como meta no registro do sentir.
O sentir a fluir como água na leveza de um todo-sílaba
e corpo-alma, de um arder da claridade do poema,
que se completa na mais perfeita beleza!

Mais um registro de um poema que clarifica a essência
da melhor poesia que pulsa no poeta.

Apreciei imensamente, amigo.

Bj.