quinta-feira, abril 06, 2017

ÁGUAS VIVAS ...


Ardem os dedos. E os olhos
Descem as pálpebras num mergulho
De íntimas cascatas.

Sou este rio e este eco. Sons difusos
Que as margens recolhem em cantochão
De águas vivas.

E sou a superfície do lago
Fio-de-prumo entre a montanha
E o sol fagueiro.


Manuel Veiga





16 comentários:

José Carlos Sant Anna disse...

Eis-me aqui de novo a deliciar-me com a singeleza deste poema.
Me permito recolher também os sons difusos sem o que deles farei.
Caloroso abraço, meu caro poeta!

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Um belo poema e é sempre um prazer ouvir Frédéric Chopin e apreciar as belas imagens do video.
Um abraço e bom fim-de-semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
Livros-Autografados

Suzete Brainer disse...

As palavras numa dança poética ao toque dos dedos
da imensa inspiração, a percorrer nos olhos toda
a natureza que explode de beleza em seus cursos:
"Águas vivas" na "superfície do lago"; "a montanha
e o sol fagueiro" e o poeta a se expressar nesta
unidade com a natureza e numa riqueza de sentir,
assume Ser este Rio-Vida com todos os ecos e
belezas vivas da divina natureza.

Manuel, meu amigo, um poema na imensidão de
ser poesia e no acompanhamento de Chopin
atinge um encantamento ao toque da alma!

Parabéns e grata por esta leitura sublime.
Bj.

Teresa Almeida disse...

É natural e impetuoso um sentir poético proveniente de íntimas cascatas.
O teu verso grita a tua origem.

Mais um excelente poema, caro amigo Manuel.

Abraço arrochado. :)

Teresa Almeida disse...

Acompanhada por Chopin, senti a vida que percorre o teu poema.
Grata.

Teresa Durães disse...

O elemento entre todos os elementos

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema completo...com múltiplas interpretações
e fecha com o calor do sol e das palavras.
muito belo
beijinho
:)

Graça Sampaio disse...

Um belo poema a sugerir o verão. Muito belo, muito fresco...

LuísM Castanheira disse...

rios interiores... livres, cristalinas águas, em pendor.
mto. belo, meu caro amigo
um poema de "águas vivas" a alimentar
os sentidos.
uma semana cheia, Poeta.

Ana Tapadas disse...

Um belo poema, com palavras que jorram de pura nascente!

Beijo meu

lis disse...

Um poema que lembra a chuva que vem sobre nós e libera um rio de águas profundas.
Bonito,heretico

Tais Luso disse...

Olá, Manuel, belo e sentido poema emoldurado por Smile /Nat King Cole e Chopin, abaixo, muito bem selecionados.
Sou este rio e este eco. Sons difusos
Que as margens recolhem em cantochão
De águas vivas.


Bravo, meu amigo, bjs!

Odete Ferreira disse...

E quando o poeta assim mergulha, abrindo as águas e delas sorvendo íntima emoção, o poema canta e enlaça (-nos).
Belo, Manuel. Bjo

Agostinho disse...

Entre dedos a arder e o sol fagueiro há um rio de poesia, um (per)curso discreto, por isso interior, e tumultuoso no afloramento das emoções em borbutões.
Assim é MV.
Daqui um obrigado e um abraço.

manuela barroso disse...

Musicalidade e envolvência . O ser poesia
Beijo .

Ana Freire disse...

Maravilhosa simbiose de imagens e palavras, num mix perfeito!
Adorei o post, Manuel!
Lindíssimo! Beijinho
Ana