segunda-feira, agosto 14, 2017

Anotações de Verão IV


O horizonte é uma linha curva,
Ou um ponto de fuga
Bem se sabe...

Ou talvez as velas de um barco sem leme
Enfunadas de Distância e azul breve
Roteiro além Dor
E Poeta maior!

Um pouco mais de azul
E seria Céu o dito poeta-maior.
Na tarde que arde

A esbracejar, é certo, assaz perdido
Nas águas bravias do Bojador.
Sabe-se lá com que lágrimas de sal
Ou fogoso ardor!

E que fadário é o meu! Sem barco,
Nem meta, na bocarra infecta
De um qualquer Macaréu!

Ou entre ilhas nuas e graciosas loas
Ancoradas em gentil Camaféu.


Manuel Veiga



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