sexta-feira, outubro 13, 2017

À FLOR DE NADA...


Em todos os silêncios
Uma vibração insuspeita
Uma linha distendida
Um acorde por abrir
Ou uma promessa
Apenas larva…

E um eco da memória
A persistir na teima
Uma caligrafia
Que assoma
Um sopro
À flor de nada…

Ou fonema vazio
Ou uma espera muda
A desenhar-se
Palavra…


Manuel Veiga


2 comentários:

LuísM Castanheira disse...

a matéria entre vazios...
e novos poemas a prometerem
a luz do dia.
abraço, caro amigo (mais um)

Ana Freire disse...

Consoante as circunstâncias, as palavras vêm preencher o vazio... ou serão desnecessárias... e porque o silêncio despe... as palavras à medida de alguns silêncios... serão pois fundamentais e essenciais, para revestir os silêncios, fazendo brotar assim, algo... do nada...
Belíssima inspiração, como sempre, Manuel!
Beijinho
Ana