quinta-feira, abril 19, 2018

SOL E NADA...


Tensão do arco
E a palavra aberta
Avançada
No limite
Da seta.

E o poema - sol e nada
Meteorito de fogo
E água

Que se derrama na elisão  
Da curva e explode
E arde

E se ilumina
Poalha e cascata de lume
Nas obscuras dores
Da humanidade.


Manuel Veiga



13 comentários:

Boop disse...

Nada e tanto Sol

Gil António disse...

"" Nas obscuras dores da humanidade"

Mais palavras para quê?
.
* Criança brincando ... em interno lamento. *
.
Deixo cumprimentos poéticos.

José Carlos Sant Anna disse...

Como a manifestação plena da poesia se manifesta por aqui sempre, caro amigo!
Forte abraço,

LuísM Castanheira disse...

caro Manuel Veiga

por de trás do arco
a vontade
humana
da palavra
na chegada.

"que força é essa, Amigo..."?

extraordinário poema.
gostei muito.

um forte abraço, Amigo.

Marta Vinhais disse...

O Sol é tudo para que tudo nasça...
Obrigada pela visita...
Beijos e abraços
Marta

Emília Pinto disse...

" E vem o sol ....a chuva aparece para que tudo fique verde e a água escorre cacasta abaixo; é a natureza nos seu esplendor, mas as " dores da humanidada continuam as mesmas. " Sol e nada....chuva e nada ....poesia e nada de nada; as atrocidades continuam e até a natureza parece estremecer. Belo, como sempre, Manuel. Um beijinho
Emilia

Ailime disse...

Boa tarde Manuel,
"Sol e nada", mas tanta qualidade poética nas suas tão belas e sábias palavras.
Um beijinho.
Ailime

Ana Tapadas disse...

Ritmo encantatório!

Beijo

luisa disse...

Valha-nos o poema para iluminar os dias.
:)

Teresa Almeida disse...

E a explosão acontece na conteúdo e na forma.
Mais um poema brilhante, meu amigo Manuel.

Beijo.

Olinda Melo disse...

Caro Manuel

O movimento que imprimiu a este poema é tão forte que consigo ver a Palavra a alcançar a meta.

E a explosão (como diz a Teresa) acontece na sua plenitude.

Abraço

Olinda

Tais Luso disse...

"E se ilumina
Poalha e cascata de lume
Nas obscuras dores
Da humanidade."

Versos lindos, Manuel! E dores por todos os lados, cada vez mais alcançando os cantos - onde menos se espera.
Blog com 'roupinha nova'? Também ando com vontade de inovar. rs
Beijo.

Ana Freire disse...

Entre o alvo e a seta... tantas vezes falta a dinâmica da acção...
E a humanidade... permanece na obscuridade...
Mais um trabalho de uma profundidade e alcance admiráveis, Manuel!
Beijinho
Ana