Na subtil
vibração dos corpos onde os olhares
Se buscam e se
encerram prisioneiros
E a atmosfera se
curva como febre
Muda...
Nessa ínfima
distância entre o jogo e o dardo
Ou nesse
inquieto lugar onde se tecem
Os laços ou se
deslassam os nós
Como peregrinos
barcos...
Na subterrânea
torrente a inundar o peito
E o arfar oculto
das palavras que brotam
E os lábios
calam...
Nessa tensão do
arco onde a música germina
Antes da corda. E
os dedos se fincam
Como o grito do
dorso depois da pétala
E do látego...
Na suave
ardência poema. E na passageira
Apoteose do fogo
antes da água.
(Ou no colapso das
horas...)
O poeta depõe a
inocência dos nomes
Na inconformada
espera. E traça
A iluminura do(s)
rosto(s) em que incauto
Se despenha...
Manuel Veiga
