“Ajoelha e serás crente!...” – escreveu Pascal um dia
Em seu fervor
jansenista...
Assim o poeta
Invocando a
graça
A arder na
sílaba
Letra a letra...
E na fonte de
água pura
Onde a sarça se
incendeia
E os lábios
Peregrinos
São sede e beijo
O poeta recolhe
o nome
E grita
E se imola
Na ara interdita
Do Desejo.
Espada e gume
Rasante em sua
dor
E teima...
Manuel Veiga