“Que querei daqui, vós,
portentosos sons
Que do Céu vindes
procurar-me no pó?
Soai antes onde há corações
bons
A mensagem bem a oiço,
porém, falta-me a fé
E o milagre é da Fé o filho
amado...”
“Àquelas esferas não ouso
aspirar
Donde me vem a boa e doce
nova;
Mas quando o som se renova
À vida novamente quero
voltar...”
“Então descia em mim a
benção
Do Céu, na paz do Sábado,
serena
E a voz dos sinos, de
presságios plena;
E era um prazer fogoso a
oração...
Um indizível anseio me impelia
A floresta e campos correr
E, entre lágrimas ardentes,
sentia
Que em mim um mundo começava
a nascer...”
“O Canto (da Páscoa) veio
lembra-me os jogos de infância
Da primavera a festa livre
da alegria;
O ânimo infantil sustenta-me
a lembrança
Que do derradeiro passo me
desvia...”
“Ressoai, ressoai doces
hinos do Céu!
Lágrima, corre! ... Terra,
aqui estou eu!...”
in “Fausto” – Johann
Wolfgang Goethe
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Uns breves dias ausente
Beijos e abraços