Sei deste rio, a borbulhar
por dentro,
Na tarde fria.
E da luz coada na
vidraça
Com Tejo ao fundo…
Nem ontem, nem hoje.
Brilho refulgente em
cada gesto.
E o corpo debruado.
E fogo-fátuo.
E ledo engano.
E incauta glória.
Apenas.
E a memória do cântico
Sob a árvore
Milenária.
E o fruto breve.
E a curva expectante da
tarde.
E a aragem côncava.
Que eterna se enuncia.
E reconforta.
Sempre.
Manuel Veiga