Generosos são os
deuses que tecem filigranas
No corpo da
noite.
Sempre ali
estiveram as ilhas.
Meus olhos é que
tardaram
Nessa bebedeira
do sonho...
O voo é esta
reclinação do tempo.
Dispo-me de mim.
E mergulho no magma.
Como outrora a
cobiça dos impérios
Criava
tempestades...
Pepitas
luminosas no colar de Athena.
As ilhas sempre
ali foram. Homens e impérios
As profanaram no
impudor da guerra.
E no delírio das
vitórias.
Gargantas
bárbaras por onde escorre vinho
Generoso. Subtil
veneno que entorpece
Como lento
remoer da insubmissa espera...
Sou herdeiro
desta miragem. Da infinita doçura
Que sara os
golpes. E da mão que vinga.
E do apolíneo
gesto que rasga a pedra.
E do bronze da
história que clama.
E que reclama. E
dos hercúleos pilares
Que sustêm a
Europa. Néscia.
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Regresso agora.
Ítaca reinventada.
Pátria-minha. Ferida
aberta...