terça-feira, março 11, 2008

In Memoria...


Rogério Ribeiro morreu Segunda-Feira, dia 10 de Março, com 77 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido a complicações cardíacas, revelou à Agência Lusa. O Partido Comunista Português, em comunicado público, recorda Rogério Ribeiro como “uma das figuras maiores da arte portuguesa, de excepcional e multifacetada personalidade criadora".

“Ao legado da sua imensa obra plástica junta-se o do seu incansável trabalho de construtor e dinamizador cultural, o do pedagogo entusiasta, o do combatente político pelas causas da emancipação humana, o do resistente e dirigente comunista", - acrescenta o comunicado.

Natural de Estremoz, onde nasceu a 31 de Março de 1930, Rogério Ribeiro formou-se em Pintura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.

Antifascista, foi preso em 1958 pela PIDE e foi-lhe então negada autorização para exercer o cargo de assistente na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde mais tarde veio a dar aulas.
O escultor e pintor participou no Movimento de Unidade Democrática (MUD) Juvenil e nas lutas estudantis de 1962. Em 1975, aderiu ao PCP, tendo sido membro do Comité Central. entre 1983 e 1992.
Desde 1993, era director da Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea de Almada.
Do artista, existem pinturas em azulejo no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, na estação dos comboios de Sete Rios, em Lisboa, na estação do metro de Santa Lucía, em Santiago do Chile e no Arquivo Histórico Municipal de Usuqui, no Japão.

São da sua autoria as ilustrações do livro "Até Amanhã Camaradas", de Manuel Tiago, pseudónimo do antigo líder comunista Álvaro Cunhal. Ilustrou também obras de Fernando Namora e Alves Redol.


Foi sócio-fundador da Gravura — Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses, onde desenvolveu intensa actividade como gravador. Trabalhou em cerâmica e tapeçaria por encomenda de particulares, empresas e organismos oficiais.


A sua obra, caracterizada pela permanente busca de novos caminhos expressivos, “nunca se afastou do essencial de um compromisso que marcou toda a sua vida e que foi com a liberdade e com os valores que mais genuinamente a simbolizam”, afirma, por sua vez, a Sociedade Portuguesa de Autores.



19 comentários:

Sophiamar disse...

Rogério Ribeiro partiu mas pertence ao grupo daqueles que jamais desaparecerão. Pode ser já uma saudade mas a sua obra imortalizá-lo-á. A Liberdade não deixa esquecer aqueles que por ela mais lutaram.

Beijinhosssss

isabel mendes ferreira disse...

e um excelente Professor. e uma alma atenta e generosa.

__________________.
__________________.


é assim. o Homem parte-(se) e fica a obra. feita memória. fraga e bandeira.

beijo.

Frioleiras disse...

in memoriam...

un dress disse...

não conhecia...

vou "investigar" a obra dele :)






beijO

São disse...

Que esteja em paz!
Muito bem recordar pessoas que lutaram contra a ditadura!
Abraços.

Entre linhas... disse...

Partiu ,mas ficou a sua grande obra a imortalizar o grande nome que foi R.Ribeiro.
Bjs Zita

Justine disse...

Foi o homem, a arte dele fica nas nossas casas e nos nossos corações, para irmos dialogando com ele. Sempre

Licínia Quitério disse...

Bela a Obra. Bravo o Homem.

Abraço.

Graça Pires disse...

Rogério Ribeiro. Estão indo os melhores... Pertence-nos o luto.
Um abraço.

um Ar de disse...

É sempre tão triste a morte de um homem-artista, não me perguntem porquê...

Talvez... e muito provavelmente, porque deixou qualquer coisa importante e ainda, por acabar...

Talvez... e muito provavelmente, porque se esquivaram à homenagem devida, antes de um homem-artista morrer...

Por isso e quase sempre, parecem morrer antes do tempo...

... In Memoria ...

[BEIJO]

Nilson Barcelli disse...

Sabia muito pouco acerde dele.

Ele parte (acontece com todos), mas fica a obra.

Bom resto de semana.
Abraço.

mariadosol disse...

sei que não há palavras para certas horas...(M. Torga)
:)

aquilária disse...

um percurso que vale a pena lembrar e, na medida do possível, (re)visitar.

a última vez que vi o Rogério Ribeiro, foi na galeria municipal de almada, em finais de 2007, numa colectiva em que o grupo Imargem o homenageava.

hfm disse...

Dele resta-me um livro com alguns dos seus quadros que, mão amiga, fez o favor de lhe pedir para assinar. E vão indo, pouco a pouco, dia a dia, algumas das nossas referências.

Mocho-Real disse...

Fica a obra, que o Homem é mortal!

Os amantes da Liberdade não vão esquecer também o homem que foi.

Um abraço.
Jorge G.

Mar Arável disse...

Uma vez mais

Não deixaremos morrer os nossos

mortos.

Vergo-me à sua vida

© Piedade Araújo Sol disse...

bonito registo para ficar na memória. vou pesquisar.

beij

Maria Laura disse...

Não se diz o trivial. Fica a obra mas o homem que a deixa faz sempre falta. Por isso lamentamos sempre os que deixam um vazio.

Maria disse...

Já há muitos anos ele estava imortalizado.....
... que me lembre, desde a exposição dos 60 anos do Partido Comunista Português, Partido a que pertencia.
É um dos que, sempre que for preciso, caminha ao nosso lado....

Obrigada
beijos beijos beijos