segunda-feira, maio 14, 2012

QUE A HORA PASSA!...



Flores em teu regaço?!...

Espalha-as no terreiro ou tece grinaldas
Na fronte curvada dos vencidos
Como perfume de rosas derramadas nos espinhos...

Ou coroa que se rasga em corpo insano...

E de permeio

Na dor colhe apenas a diferença subtil da perda
(ou aquele ganho) – que a hora passa!

 Agora...

13 comentários:

Mar Arável disse...

Não colhas flores

deixa que medrem

contempla o ciclo

As flores não são oferta
conquistam-se

jrd disse...

Lindo e breve é o poema.

Abraço

Rogério Pereira disse...

Não há Agora
Apenas há

© Piedade Araújo Sol disse...

pétalas que apaziguam a dor.

um beij

heretico disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BlueShell disse...

Quase vencida
Um pedido: divulgar
BShell

lino disse...

Belo poema!
Abraço

Nilson Barcelli disse...

Há horas e horas... e até oras... e há algumas que teimam e não passam...
Se o Passos Coelho lê este poema, ainda o pede emprestado...

Mais a sério, o teu poema é mesmo excelente. Gostei muito.

Um abraço, caro amigo.

lis disse...

Há mil maneiras de tratar a dor _
a mais bonita se pudéssemos seria tecer grinaldas ,espalhá-las aos pés do amado rs
estou a correr contra o tempo ,tentando nao deixar escapar a hora que passa !
desfolhando cada pétala dos seus versos de forma simplória e mudando a meu bel prazer toda a história rs
isso tudo só pra dizer que o admiro gosto daqui.Muito.
um abraço

VÉU DE MAYA disse...

Sublime, meu caro! Como o perfume da Vida...Cuida-te bem.

Abraço,

Véu de Maya

jawaa disse...

A hora passa e passa depressa.
Que bonito poema este.

E lindo o que aqui deixas da Licínia, mais abaixo.
E a hommenagem a Bernardo Sassetti.
Um abraço

alice macedo campos disse...

horas que passam sobre as palavras que ficam. um beijinho, heretico*

Carlos Ramos disse...

Poema como fonte, flor, perda e ressureição. Poema verdadeiro poema...

Abraço