quarta-feira, maio 21, 2014

POEMAS CATIVOS - "O POETA CUMPRIU-SE..."



O jurista, o democrata, o homem da cidadania já era poeta muito antes da publicação deste livro, que os mais íntimos sempre lhe “reivindicaram”.
Um dia disse-lhe que a poesia não pretende salvar o mundo, só ajudar – e são tantos os mundos, os silêncios, os amanhãs, que por vezes nos recolhemos à imensidão dos quotidianos partilhados e a palavra se torna relâmpago, luz em riste – pulsa onde é improvável ver mais longe.
Com Manuel Veiga a palavra depurada, significante, purificada nos textos, flui sem margens e desagua à flor da pele.
Mas que ninguém se iluda – aqui nada é espontâneo no sentido do improviso organizado, aqui a palavra é esculpida com afectos, muito mais que um artesão de metáforas. Aqui o poema é fruto que dá trabalho...
Quando o poeta diz – “Filhos do Vento e das madrugadas”- “ O grito da outra margem” – “ Os dedos do poeta se deslaçam” – “O tempo suspende-se nesta nesga de vida” – “ Me convoco no azul” – “ Abre-se o canto latejante flor de Abril” –
Quando o poeta se interroga e nos interroga, expõe-se a céu aberto, transporta-nos para um exercício que não desvenda o indizível mas sugere viagens de leitura, a boa prática de o reler, conforme as marés.
Foi com prazer que aceitei escrever estas duas linhas ao meu amigo.
Este livro” Poemas Cativos” – é uma viagem solidária com a vida, um acontecimento poético pela densidade criativa, um voo sublime de estar a intervir que a todos convoca para uma leitura em voz alta.
Na verdade nem só os barcos rasgam “destinos” contra o ciclo das marés – também os poetas, com asas a fingir de pássaros, sobem aos mastros para voar nas palavras.
O poeta cumpriu-se.
No próximo apeadeiro, cá te espero.



BEM VINDOS TODOS AQUELES(AS)
QUE VIEREM POR BEM...
No próximo dia 24 - Sábado - pelas 18 horas - Biblioteca Municipal José Saramago - LOURES

Edição - "Poética Edições" - Virgínia do Carmo


Manuel Veiga


10 comentários:

anamar disse...

Manel,
desculpa o engano, afinal ainda vai ser...

Belas as palavras de Eufrázio.

Os poetas são assim.

Beijinho

Ana (ando perdida no tempo...)

Maria do Sol disse...

Pena eu estar tão longe...

Mar Arável disse...

Lá estaremos

Abraço

maceta disse...

escrever um livro pode ser como pintar um quadro...vou comprar.

parabens

jrd disse...

Lá estarei, lá estaremos.
Abraço Irmão

© Piedade Araújo Sol disse...

e que se respire POESIA...

:)

Lídia Borges disse...


A Poesia não se impõe, não exige nada, mas pode mudar o "mundo". Ela não sabe, mas os poetas sabem-no bem. Se assim não fosse porque escreveriam, ainda?

Desde já as minhas felicitações ao Autor, à Editora e também ao "construtor" destas palavras que afagam a Poesia.

Um beijo

Jorge Castro (OrCa) disse...

Começamos vai para dez anos esta conversa... Só devemos, mesmo, é continuá-la!

Grande abraço e até lá.

Ana Tapadas disse...

Dois poetas maiores que aqui encontrei.

(Digo-o como professora de Literatura, não como «blogger».)

Um fraterno abraço aos dois.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Espero não chegar atrasado...