sexta-feira, julho 10, 2015

HÁ NESTA VONTADE UM PRENÚNCIO...


Há nesta vontade um prenúncio
Uma espera que germina
Uma fala inesperada...

Um murmúrio, uma corrente.
Há um rio que se advinha.
Há um rosto de frente
Uma vontade de Mar
Desatada...

Uma palavra em cada esquina.
Uma promessa. Uma viola.
Uma canção que se afina.
Uma mão no ombro – clandestina!
E uma nova luta pegada.

Há um barco que se anuncia.
Há uma ousadia sonhada...

Há um poema sem rima. Uma viagem.
Uma flor. Uma arma.
Uma fronteira vencida.
Há uma Festa que se acarinha
Ou uma dor aziaga...

Há este gesto insubmisso
E esta paixão tão gritada...

Manuel Veiga




17 comentários:

Mar Arável disse...

Que viva a nossa Festa

partilhada

Abraço poeta

Rogerio G. V. Pereira disse...

Há uma Festa, Poeta?
Que venha ela!
De alegria em riste
alimentado esta esperança
que persiste

Majo disse...

~~~
~ ~ ~ Muito belo, Poeta amigo.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

~ Congratulo-me por andar tão animado...~

~ Já eu,
vejo traição e prenúncios nada auspiciosos.

~~~ Excelente fim se semana. ~~~
~ ~ ~

CÉU disse...

Poema de componente sociopolítica, mas nem por isso, menos bem escrito e agradável de ler. Parabéns pelo seu talento!
Bom domingo!

Agostinho disse...

E para que haja muita vontade de escrever.

Suzete Brainer disse...

Um prenúncio vestido de poesia
no gesto libertador, as
metáforas dimensionam a
profundidade da beleza nesta vontade...
Belíssimo!!
Uma semana mais inspiradora, Poeta...
Beijo.

Majo disse...

~~~
~ Os meus maus prenúncios

estavam corretos, infelizmente...

~ A Europa do sul continua refém...
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~ ~ ~

ॐ Shirley ॐ disse...

Manuel, que poema inteligente, maravilhoso!
Parabéns!
Amigo, beijos!

Maria Luisa Adães disse...

Há festa
amor
mar e terra
e uma loucura sonhada

Nunca realizada

E um poema belo
que merece muito mais
do que eu posso dar...

Maria luísa

bettips disse...

Se ao menos se pode fazer a Festa,
e festejá-la. Fomos recuando "um passo atrás"
... e que demora dos outros!
Apesar do sol a sul, a modorra, a mordaça. Até quando?
Abç

Sinval Santos da Silveira disse...

Olá Poeta, Manuel Veiga !
Que privilegiada inspiração !
Parabéns pelo belíssimo texto.
Um fraterno abraço, aqui do Brasil.
Sinval.

jrd disse...

Há uma vontade sofrida e impossível de estar...
Um abraço meu irmão poeta

Teresa Durães disse...

Gostei bastante!!

Teresa Durães disse...

Gostei bastante!!

AC disse...

Ah, poeta, como eu te entendo!

Abraço

Carmem Grinheiro disse...

Ainda bem que "há uma palavra em cada esquina". Que haja sempre!
Mas que seja uma palavra que não se cale e que grite a paixão.

abç amg

Parapeito disse...

E que nunca se canse a Vontade
Hoje e sempre é preciso acreditar-
Brisas doces **