Vem assim vestida de silêncios. E mistérios.
E
percurso de pétalas. Nos dedos.
A
desatar o cântico
Dos
corpos...
Vem
assim brisa. A soletrar primícias
E
verbenas. E audácias
E
a libertar as bocas
Pregoeiras ...
Vem
assim flor despudorada
A
abrir-se em cor vermelha
E
a profanar sedas e linhos...
Vem
assim. Gota de vida
Em
teus lábios...
Manuel
Veiga
8 comentários:
E como são saborosas as gotas da vida. Poema muito bonito.
.
Abraço
Um dia feliz
"Vem assim. Gota de vida
Em teus lábios..."
Sabe, Manuel Veiga, que fiquei presa nestes dois versos?
Resumem todo o apaixonado apelo evidente nas três
estrofes acima, que falam de silêncios e mistérios,
primícias e verbenas e audácias...
Um Cântico de libertação maturado pelo talento do
Poeta.
Adorei ler este belo Poema e apreciá-lo em todos
os seus cambiantes.
Abraço
Olinda
Boa tarde Manuel,
Tão belo este poema num desfilar de pétalas poéticas encantadoras cheias de sensualidade.
Gostei imenso da elegância das metáforas.
Um beijinho e continuação de uma boa semana.
Ailime
Bom dia, Manuel.
Vestes a palavra de cambraia e fogo E entre a seda e a chama se desfia o poema. E o "cântico dos corpos" parece condensar a harmonia do universo.
Beijo, meu amigo.
E este "viens, viens", de marie laforet, acompanhou - divinamente - a sonoridade do poema.
Quase certo que ela não resistiu ao apelo em que a gota de água assume o valor simbólico da sede... Como o poeta articula tão bem a linguagem do desejo. Soberano!
Um abraço, caro amigo Manuel!
Que bonito poema!
Sensual qb.
Marie Larefet foi bem escolhido
;)
Um poema muito bem estruturado e com imagens belíssimas.
Excelente, gostei imenso.
Bom fim de semana, caro Veiga.
Abraço.
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