Teus dedos açucenas em meu corpo aberto
E olhos vendados. Como se fora um rito
Ou cerimonial secreto.
Sou levitação em tuas sábias mãos…
Agora meu corpo é irreal a planar
Veludo e macieza da voz
Em minha pele sedenta
A abrir novos mistérios
a alastrar em murmúrios
Que apenas tuas mãos sabem…
E, quando nossos dedos se entrelaçam
Por breve acaso ou inocente jogo
Revolvem-se em expectante espera
Prolongando o momento…
Solta- se então o percurso das água
Que enjeitas. Apesar de tuas mãos
As buscarem. Ávidas.
E sei então de ti
Pelo movimento das pálpebras
E teu sorriso-cativo!...
E meu doce encantamento ...
Manuel Veiga
Sem comentários:
Enviar um comentário