sexta-feira, agosto 12, 2011

GLÓRIA DE ARDER. APENAS...


Abre-se a palavra. Incipiente.
Ao corpo da escrita
Antes dela, murmúrio.
Depois o vazio.
Ou quase...

Cinza. Ainda quente.

Mosto de vinho
Fermento
Ardendo
Na glória de arder
Apenas...

Morrinha. E cisco…

Cadinho de pedra. Amorfa.
Alquimia frustre
Que queima
Em porquês de nada...

E neste ledo engano
(Lúcido embora)
Da palavra dita
Alimento
Minha fome.
















15 comentários:

Rogério Pereira disse...

...fome de Homem
que não arda

Tarda

lis disse...

... diminuo a luz do abajour
decanto o vinho
e adormeço com fome! rs

abraço heretico

© Piedade Araújo Sol disse...

perfeito!

gostei muito!

beij

hfm disse...

Não é engano é força intrínseca! Muito bom.

Licínia Quitério disse...

Abre-se a palavra. E fecha-se. No intervalo, há o corpo da escrita tão igual em tudo ao corpo do poeta.

Um beijo, Poeta Amigo.

jrd disse...

Que perfeita fome.
Abraço

lino disse...

Lindíssimo.
Abraço

Mel de Carvalho disse...

A depuração da palavra num glorioso instante poético.

Gratidão pela partilha.
Fraterno abraço
Mel

Rui Constantino disse...

é pelo sonho que vamos

Maria disse...

Fome de tanto...

Beijo.

joão l.henrique disse...

... a palavra como alimento,nem sempre nos deixa saciados.

Continuação de um bom dia dia.

Mar Arável disse...

... de facto a poesia é para comer

quando ardem as palavras

e voam as cinzas

Muito bom
Abraço

Graça Pires disse...

A fome e a sede a pedirem as palavras como pão...
Gostei muito do poema.
Um beijo.

Carlos Ramos disse...

Já quase toda a gente disse da ardencia e do talento. Parabens por mais este belissimo trabalho.

C Valente disse...

Belo
saudações amigas