quarta-feira, maio 09, 2012

Poesia Outra...


Mil vezes esta pedra, mil vezes este mar. 
Mil vezes aqui estive e mil vezes voltei.

Saber de um tesouro que há de haver.
Saber-lhe o brilho, o cheiro, a vastidão.

E não saber. Uma janela entreaberta,
um muro inacabado, um cabo por dobrar.

No fio da inquietação, uma batida,
um compasso de tempos muito antigos,

antes das grécias, dos dilúvios.
Antes.


Licínia Quitério
sitiodopoema

4 comentários:

Gisa disse...

Mil tempos convertidos em palavras. Gosto.
Um grande bj querido amigo

lino disse...

Um belo poema de uma poetisa que não conhecia!
Abraço

Mel de Carvalho disse...

Belíssimo poema. Leio a Licínia há vários anos com profunda admiração. Grata por no-la trazer aqui.
Mel

jrd disse...

Um belo poema e um blogue a visitar.

Abraço