sábado, março 09, 2013

NOTÍCIAS DE BABILÓNIA - 13


Na outra margem do grande rio vivia um estranho povo: amava seu líder – um corajoso guerreiro índio...

O seu carisma era tão grande que domava os ventos do norte e perturbava os manitus do grande Império. O povo idolatrava-o...

Sabia que, sob seu comando, seria sempre do Povo, o que o Povo tem direito – pão,  saúde, educação e uma vida digna... E o orgulho de uma Pátria livre!...

Os deuses levaram-no cedo – de todos os continentes chegaram homenagens.

Homens, mulheres e crianças saíram à rua, confiantes no seu exemplo: “Chavez, somos todos!...”- proclamam, firmes.
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Em Babilónia, Hammurabi, o legislador, isolado do Povo, anuncia novo corte nos salários...

 

12 comentários:

Rogério Pereira disse...

Não há guerreiros indios no reino da Babilónia... talvez as urnas tragam forma de fazer o legislador mudar de escrita. Então todos nós seremos Chávez

Ana Tapadas disse...

Que maravilha! Estive a ler vários posts. «Notícias de Babilónia», são de uma visão excelente e com a qual me identifico muito.

Que bom que me visitou.

bjs

jrd disse...

Esperemos que os sinais de fumo que nos cheguem da outra margem, nos transmitam o exemplo do grande guerreiro.
Abraço

Luis lourenço disse...

Ah, Meu Caro!
Excelente a analogia...excepto na valorização do que realmente é necessário...Já ontem era tarde, para acabar com este show sem resultados.

Abraços,

Véu de Maya

lis disse...

Um líder sempre a frente dos movimentos sociais da América- o povo se despede da liderança expressiva de Hugo Chávez com muita tristeza,
Polêmico e guerreiro naquilo que acreditava,deixa um vazio na vida dos latinos-americanos.
Eu gostava dele.
um bom domingo heretico e que os legisladores da 'Babilônia'tenha o mínimo de respeito pelo seu povo ou vamos ter que começar agir rapidamente, rs


São disse...

O grande guerreiro era humano e , por isso, tinha coisas que necessitavam de ser limadas.

Não obstante, admiro-lhe a tremenda coragem e lamento muito a sua morte.

Esperemos que aquilo que sonhou lhe sobreviva!

POis por aqui o cão de fila versão biltre continua na sua cega missão...ao abrigo de um pacóvio fantasmando por Belém

Um bom domingo, amigo meu

Jorge P.G disse...

Em Babilónia, Hammurabi só deixará um dia um rasto de ódio atrás de si.

Abraço.

Mar Arável disse...

Para quem crê em deuses

no conclave do Estado Vaticano
talvez a chaminé bolse
fumos negros
com vestes brancos

uma vez mais

A salamandra já está acesa

jorge esteves disse...

Na verdade, o ideal seria que as pontes apenas servissem as vontades de unir o que o rio separa.

abraço.

lino disse...

Por cá os índios não são guerreiros. São cobardes e exploram o povo!
Abraço

Lídia Borges disse...

De costas para o povo, não há líder que muito dure.
Interessante a comparação das margens deste "grande rio".
Do oito ao oitenta, num passe de mágica.


Lídia

Pata Negra disse...

o mesmo vento que nos leva os salários pode trazer novas sementes da outra margem! podem destruir as pontes, os barcos e as jangadas mas não nos destruirão nunca o desejo de unir as margens, nem que sejam dum oceano!
Um abraço e paz à sua alma