sexta-feira, julho 18, 2014

LUME BRANCO...


Recolhe-se o poema em serenidade íntima
Entre a graça de ser e o silêncio
Que o consome...

Partitura apenas do bailado em que se despenha
E ergue. Sílaba a sílaba.
Sem boca que o decline
Nem beijo que o reclame...

E no entanto
O sortilégio do nome. E a chama em que se funde.
Lume branco em que arde...

Manuel Veiga
......................................................................................

Uns breves dias ausente de vosso convívio
Beijos e Abraços

11 comentários:

jrd disse...

Um belo e merecido poema.

Boa viagem.

Abraço de sempre

Graça Pires disse...

Belíssimo! Gostei da serenidade íntima do poema e do lume branco em que arde. Gostei do poema despenhado no bailado a erguer-se sílaba a sílaba...
Um beijo, meu amigo.

Pérola disse...

Em lume branco se faz poesia, se escreve numa folha de papel.

Fogo próprio das palavras.

beijinhos

Lídia Borges disse...


Li lume brando, por duas vezes!
Mas é branco este lume. Muito belo, como vem sendo hábito.

Beijo

Lídia

Mar Arável disse...

Sendo branco

que arda
sílaba a sílaba

Até mais logo

Helena disse...

O poema por vezes necessita de recolhimento... Adormece em lume brando! E quando ressurge traz versos que iluminam o branco que ficou no olhar... Apenas esperando!
Que sejam breves os dias de ausência e longos, bem longos, aqueles que ainda estão a te esperar.
Deixo sorrisos para te seguir, deixo estrelas para o teu voltar, tudo com meu carinho, meu amigo!
Helena

ॐ Shirley ॐ disse...

Belíssimo, belíssimo poema.
Beijo, heretico, volte logo!

Menina Marota disse...


"...
Lume branco em que arde..."

Repleta de simbolismo esta cor.

Há anos que te leio e continuas a surpreender com a magia das tuas palavras.

Um abraço de carinho


© Piedade Araújo Sol disse...

muito belo, mas também o li de outra maneira que considero espectacular
desculpe, mas não resisti
....

:)

Lume branco em que arde
O sortilégio do nome. E a chama em que se funde
E no entanto

Nem beijo que o reclame
Sem boca que o decline
E ergue. Sílaba a sílaba

Partitura apenas do bailado em que se despenha

Que o consome
Entre a graça de ser e o silêncio
Recolhe-se o poema em serenidade íntima

Ana Tapadas disse...

Boa viagem, nessa rota de claridades.

G- Souto disse...

Sei que me repito... mas gosto muito da arte do teu poetar. Ao longo do tempo.

Este poema, em especial, me encantou. Claramente.
Singeleza vai bem com afecto(s) d'alma.

beijo