terça-feira, setembro 23, 2014

DESAMPARO DO POETA.

(in)Submete-se o poema ao seu desígnio
Qual barro na busca da perfeita forma
Em prestidigitação de dedos
Ávidos...

Demiúrgica a palavra volve-se e revolve-se
E no vórtice arde – coisa de nada!...
 .......................................................
Desamparo do poeta a tropeçar
Nos dias do Mundo
E em sua alma
Inquieta...

Manuel Veiga

8 comentários:

Helena disse...

E muitas vezes é no desamparo do poeta que tropeça nos dias do mundo que sua alma inquieta vai buscar a perfeita forma dos versos em dedos ávidos...
Com a Primavera chegando por aqui mando um punhado de sorrisos que vejo espalhados nos nossos belos jardins para enfeitar o Outono que também está chegando por aí.
Helena

G- Souto disse...

Sem dúvida, lindo este teu 'Desamparo do Poeta'... no entanto o desamparo da inspiração (musa) não te inibiu de escrever uma coda belíssima :

'Desamparo do poeta a tropeçar
Nos dias do Mundo
E em sua alma
Inquieta...'

beijo 'Herético
(sabes como gosto do teu poetar)

Gisa disse...

Este é o poeta!
Um grande bj querido amigo

O Puma disse...

Nunca estão desamparados os poetas

como se lê no teu poema

Abraço

Maria do Sol disse...

É na inquietude que a poesia vive.
Abraço

lis disse...

Várias são as formas de interpretar os sentimentos dos poetas quando se lê o poema.
_de 'desamparo' podemos lembrar de privação mas também de excesso.
No caso repito como o poeta Vallejo_ "quem é que compreende este balbuciar?
Bom demais, heretico.

jrd disse...

E o poema esculpe-se em equilíbrio instável mas permanece de pé. Como quem sabe estar quem é!

Abraço meu irmão poeta

© Piedade Araújo Sol disse...

talvez não seja o Poeta que está desamparado, mas apenas poucos entendem o desassossego constante da poesia a transbordar formas, sentires e cheiros.

gostei muito.

:)