quarta-feira, maio 06, 2015

NOTÍCIAS DE BABILÓNIA LXII


Babilónia é um campo florido de adjectivos!...

Hannibal, o “perentório”, saca a sebenta da erudição e fuzila os “cidadões” com um insuflado adjectivo: “Anacrónica! – Anacrónica, a legislação eleitoral!...”

E, pigarreando “feitos antigos”, perfila-se frente à História: “Fui eu, com meu próprio punho, quem - em tempos “ídolos” - esmagou a “anacrónica” lei da “terra a quem a trabalha”...

A Praça, farta de impantes prosápias e pontapés na gramática, já nem o escuta, sequer...
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Mas um alentejano, lembrando o “sol a sol” da jorna e o suor de outros tempos, não se contém e exclama: “Anacrónica, a tua tia - que lambe o chão dos poderosos e morde a mão de quem trabalha!...”


10 comentários:

Lídia Borges disse...


Que engraçado, isto!
Não sei é se Gérard Genette iria gostar que lhe "retorcessem" as anacronias a este ponto.

:)

lino disse...

A abécula disse mesmo isso?
Abraço

ॐ Shirley ॐ disse...

Babilônia...Até quando?...
Beijo, heretico!

Majo disse...

~~
~ Brilhante,

este capítulo da história da

amargurada Babilónia...

~~~~Bj~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~ ~ ~ ~ ~

jorge esteves disse...

Não sei se a Praça está assim tão 'farta de impantes prosápias'. Dele e dos outros. Porque é Maio, diz-me a cautela para me ficar como o cego...
abraço.

O Puma disse...

E não há quem lhe corte a língua?

CÉU disse...

Mas k é feito do Senhor Herege?

Bem, li a sua/nossa Babilónia e está de comer (bolo-rei, preferencialmente, mas doucement) e chorar por mais.

O Prof Dr. Aníbal Cavaco Silva, meu distinto Presidente desta República, já está cansado, daí que lhe saltem, por vezes, para além de gafanhotos e borboletas, adjetivos, expressões, um tanto anacrónicas.

Quem foi que pediu/falou num alentejano) Está aqui uma, que não teve jorna, nem mesada, mas k recebeu mto amor, mimos e atenção.

Fique bem, meu amigo!

jrd disse...

Um presidente servil e anacrónico a falar de anacronismos, é mais do que ridículo.
Abraço meu irmão

Agostinho disse...

A ibimputabilidade é uma prerrogativa monarquica.

Jorge Castro (OrCa) disse...

Frágil cantar de um peremptório:


Ai, cidadões, cidadões,
se não foreis vós
ganhava eu milhões...

Ai, vós, que assim vos dais ares
cantaide, cantaide,
que eu ganho aos milhares!

E cai o pano, pesado e denso, sobre um Hannibal já amortalhado.