quarta-feira, julho 15, 2015

SIDÓNIO MURALHA - Com a Grécia em Fundo...


Já não há mordaças, nem ameaças, nem algemas,
Que possam perturbar nossa caminhada
Em que os poetas são os próprios versos do poema
E onde cada poema é uma bandeira desfraldada...

Ninguém fala em parar ou regressar.
Ninguém teme as mordaças ou algemas
- O braço que bater há-de cansar
E os poetas são os próprios versos do poema.

Versos brandos... Ninguém mos peça agora.
Eu já não me pertenço: sou a Hora,
E não há mordaças, nem ameaças, nem algemas

Que possam perturbar nossa caminhada
Onde cada poema é uma bandeira desfraldada
E os poetas são os próprios versos do poema!

Sidónio Muralha – “Soneto Imperfeito da Caminhada Perfeita”






12 comentários:

jrd disse...

O poema torna-se humano quando os ventos desfraldam os poetas.
Abraço fraterno

Majo disse...

~~~
~ Um caminhada
árdua, íngreme e cheia de obstáculos penosos...

~ Um soneto
belíssimo, como um hino de incentivo à liberdade.

~ Ando triste...

~ Parabéns pela sua ótima disposição, Manuel.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

CÉU disse...

Na realidade, na prática, as coisas são o que são, o que está à vista de todos.
No lirismo, na utopia, ficam os poetas e as suas poesias. Sempre assim foi, é e será. Desabafam com a pena (caneta) e com a pena, também (isto de existirem palavras homónimas, por vezes, dá jeito, outras, é o "diabo").

Fique bem!

Suzete Brainer disse...

Belíssimo e muito tocante o poema do
Sidónio Muralha, Poeta grandioso!
"Parar. Parar não paro.
Esquecer. Esquecer não esqueço.
Se carácter custa caro
Pago o preço." (Sidónio Muralha)
Gratíssima pela partilha...
"E os poetas são os próprios versos do poema."
Beijo, Poeta amigo!

O Puma disse...

A poesia é uma arma

Abraço sempre

Agostinho disse...

Em águas tão claras o medo
no areal ocidental persiste
E no entanto tanto santo
a erguer a bandeira verde
a esperança e a liberdade
Aqui

Graça Pires disse...

É preciso que o poder da palavra se sobreponha à palavra do poder.
Faz tanto sentido este poema, meu amigo Manuel...
Um beijo.

Teresa Durães disse...

Que a poesia ainda sirva como arma!

AC disse...

Perante o árduo desafio, uma caminhada que só agora está principiar.

Abraço

Carmem Grinheiro disse...

Olá, Herético
Em boa hora falou o poeta.

abç

Jaime Portela disse...

Um excelente soneto.
Para ler e reler, já que gostei imenso.
Tenha uma boa semana.
Abraço.

Parapeito disse...

Gosto de Sidónio Muralha, gosto deste poema
"Eu já não me pertenço: sou a Hora,
E não há mordaças, nem ameaças, nem algemas
Que possam perturbar nossa caminhada"
Que assim seja!
Abraço*