domingo, novembro 27, 2016

Nem Cânticos, Nem Glórias.






Nem cânticos, nem glórias que favores
Não tenho guardados em meus gestos...

Sou rio ou aqueles montes desertos
Que de longe atraiam, mas que de perto
Pedras rolantes apenas, cuidando o sopro.

E nessa miragem me despenho. Inteiro.
Que de mim apenas o voo a que me afoito. 
Sem asas de falcão. Nem alvos de permeio.

Mas fervoroso nos dados em que me jogo.

Sou nada ou o infinito – queiram ou não.
De resto – é como digo - que mais me importa?
De pés descalços e olhar altivo me visito
Nas rosas que colho. E nos frutos que semeio.

Amores e desamores. E o peito aberto!...


Manuel Veiga
in“Poemas Cativos” – Poética Edições
Maio 2014

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Decidi reabrir os comentários.
Por que sim!
Espero que meus textos continuem a merecer
 a vossa esclarecida opinião.
Grato.

Beijos e Abraços.


10 comentários:

LuísM Castanheira disse...

aí vai o primeiro...
de peito aberto o poema se faz hino.
(e vertical é o destino)
gostei mto.
um abraço

Manuel Veiga disse...

abraço, Luís Castanheira.
tenho lido teus poemas.

és bem vindo.

Agostinho disse...

O Poeta confessa-se: afirma-se modesto e semeador de rosas. Dedicado
e delicado às flores do seu jardim.
num estilo inconfundível.

Abraço.

Tais Luso disse...

Parabéns, meu amigo Manuel!! Assim ficamos com a oportunidade de comentar, seus vídeos, seus belos poemas, seus textos. Uma interação literária tão boa que os blogs proporcionam.

Sou nada ou o infinito – queiram ou não.
De resto – é como digo - que mais me importa?
De pés descalços e olhar altivo me visito
Nas rosas que colho. E nos frutos que semeio."


beijos, meu amigo, uma ótima semana pra você.

Graça Pires disse...

Despenhar-se inteiro na miragem e deixar que as aves te emprestem as asas...
Um belíssimo poema, meu Amigo.
Boa semana.
Um beijo meu.

LuísM Castanheira disse...

*quanto à escolha musical: uma dupla que mto aprecio. (com o poema é uma tripla...)

Emília Pinto disse...

Que bom, amigo!!! Tinha tentado comentar, mas não conseguia e cheguei a pensar que era erro meu, mas, afinal tinha sido decisão tua. Não somos nada, neste rio da vida, que, quer queiramos ou não, faz o seu percurso em direcção à foz, mas, nesse entretanto, temos algum poder de escolha e foi isso o que fizeste; acabaste com os comentários e agora decidiste voltar a eles; há que respeitar! No entanto, também posso dizer que gostei que tivesses mudado de opinião. Beijinhos e... fica bem
Emilia

graça Alves disse...

Belíssimo!
Há posts seus que não consigo ver...
bjs

© Piedade Araújo Sol disse...

e que mais importa se o poeta colhe as rosas ... no ansiado voo ...

belíssimo poema

beijo

:)

Ana Freire disse...

Um magnifico poema... onde se revela o poeta... de peito aberto!...
Mais um notável trabalho, pelo que me é dado a apreciar!
Abraço
Ana