domingo, maio 19, 2019

COLORIDA GOTA ...


Que a palavra venha pois
Assim secreta. Colorida gota
Que em volúpia se derrama
E se retira. Muda.

E em silêncio
Se desenha urdidura.
E se agita. E cálida se reclama
Solar. E nítida.

Que a palavra venha pois
Assim liberta. A desvendar
A sombra

E seja númen. E nome
Na inscrição dos lábios
E das sílabas.


Manuel Veiga





10 comentários:

Larissa Santos disse...

Poema sublime:))

Hoje :- Abri a janela e deixei os sonhos entrar.

Bjos
Votos de uma óptimo Segunda - Feira.

Graça Pires disse...

Que venha a palavra. E que se instale no coração atónito de quem te lê…
Tão belo, o teu poema, meu Amigo.
Uma boa semana.
Um beijo.

Teresa Almeida disse...

Uma urdidura que desvenda a arte do exímio poeta. Palavra cálida que agita e deslumbra.
E cada poema traz assinatura inconfundível.

Beijo, meu amigo Manuel Veiga.

Tais Luso de Carvalho disse...

Venham como vierem sempre deixam uma mensagem forte, seja nas entrelinhas, seja através de metáforas ou completamente expostas.
Lindo, meu amigo!
Aplausos, uma boa semana.
Beijo

Anónimo disse...

Ontem, já por cá estive a desvendar as subtilezas desta Colorida Gota. Li em silêncio e em silêncio saí.

Hoje, venho deixar o meu abraço.


Maria João

Rogério G.V. Pereira disse...

"Que a palavra venhas pois"

...e que não tarde

José Carlos Sant Anna disse...

Caro Manuel,

Imitando o amigo Manuel Veiga, o que é preciso dizer-lhe sobre este teórico poema? Nada que você não saiba... Portanto, que venha a palavra e o poeta deslindará o ato de dizer, deslindará o ato fundamental, pois que este só é possível depois de um espaço propício à criação pela palavra, e aí não falta luminosidade, tornando-a capaz da ação transformadora, desejada, no ato de dizer.
Um abraço, caro poeta!

Pedro Luso de Carvalho disse...

Caro Manuel tive acesso à sua postagem sobre o lançamento de seu novo livro, e, pelas fotos, pude depreender que houve a merecida atenção de seus leitores e amigos. Sobre essa postagem pretendia fazer um comentário para parabenizá-lo, mas, por um lapso não o fiz, motivo pelo qual peço escusas.
Nesta atual postagem li o seu poema "Colorida gota...", que muito me agradou, do qual destaco estes versos:

"Que a palavra venha pois
Assim liberta. A desvendar
A sombra"


Sucesso na distribuição de seu novo livro, amigo Manuel.
Um abraço.
Pedro

Olinda Melo disse...


Emoção latente nas dobras de cada verso, um convite à descoberta da palavra maior que nos levará à plenitude, onde quer que ela esteja: nessa gota colorida ou inscrita na soletração de um nome ainda por inventar.

Adoro o seu estilo, Caro Poeta.

Abraço

Olinda

Agostinho disse...

Na sequência lógica dos passos o Poeta abre espaço para comunhão da palavra imolada na ara poética. Um belo poema surge oportuno, por encanto, no tom e marca de água a que nos habituaste.
Parabéns.

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