Que
meu corpo vingança (te) seja
Ou
máscara florentina
Ou
pedra arremessada.
Ou
dança e a contradança
Da
mentira…
E
minha boca seja o fogo
Que
rasure na pele toda a palavra
Inscrita.
E interdita. E te devolva
A
ventura e a virtude.
E
que esta cesura se apague
E
seja verso e o reverso. E o meu canto
Seja.
A plantar-te nua.
Em
cada esquina
Da
cidade. E a proclamar-te
Insígnia. Vestal e pura!
Manuel
Veiga
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