domingo, janeiro 17, 2021

CANÇAO ANTIGA. ESCRITA NOVA.


Abre-se a surpresa na grafia do poema

E liberta-se em busca da forma

Outra que o diga sem mácula

E o guarde em orvalhadas

Manhãs em esplendor

Dos corpos nus.

 

O tempo é sem circunstância –

Flui apenas… – Percurso de fonemas

A desenharem o registo

Das salivas

 

E o caminho das línguas

Em capricho de flores, pétala a pétala,

Derramadas.

 

Digo-te assim. Na suavidade dos gestos

E na composição horizontal

Dos mostos. E na canção antiga

E numa escrita nova.

 

De que és culto

E sacerdotisa …

 

Manuel Veiga

 

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