quarta-feira, novembro 04, 2015

PODEMOS! ...


Que o gesto seja faúlha na bigorna
E prenúncio da batalha.
Por agora...

E o canto clamor dos homens
Larva ainda...

Que o surdo rumor do Mundo e os dias
Sejam a inquietante superação das horas
Na esperança breve das coisas
Que colhemos...

E a dissonante música seja eco na anca dos escravos
E os punhos sejam febre no olhar
Dos timoratos...

E que o Tempo germine
E que os sonhos tenham asas...

E, então, sim 
Podemos!...


Manuel Veiga

9 comentários:

Agostinho disse...

Já tarda podermos!
Na estética que gosto, o Poeta esculpe uma "estátua de ferro a arder".
Boa noite.

Suzete Brainer disse...

Um poema tão belo, impresso
com a força daqueles que se
recusam a fechar os olhos.
O movimento dos sonhos germinando
os ideais na harmonia dos gestos,
no compasso da música renovadora,
existente no olhar dos que não se entregam (resistem):
"Podemos!..."
Adorei, Poeta amigo!!
beijo.

Teresa Durães disse...

Podemos e não tarda!!

Jaime Portela disse...

Claro que podemos...
Um poema de excelência. Forte e agradável de ouvir.
Tenha um bom resto de semana, caro amigo Herético.
Um abraço.

Ana Tapadas disse...

Que assim seja!
Muito ritmado e belo.

Beijo

Majo disse...

~~~
~ Poderoso canto de exortação à coragem.

~ Belíssimo, veemente, forte e assertivo!

~~~ Beijo, Poeta amigo. ~~~~~~~~
~ ~ ~ ~ ~

Helena disse...

O poder concedido ao tempo trará asas para os que quiserem voar. E então...!
Sorrisos e estrelas no teu poetar.

Graça Pires disse...

Podemos, sim. Porque os sonhos não morrem dentro de nós.
"É preciso acreditar"...
Um beijo, meu amigo.

jrd disse...

Então sim,talvez possamos iniciar o caminho.

Abraço fraterno