segunda-feira, março 05, 2018

O MEU AMIGO ZECA (Revisitado)



O meu amigo Zeca, solteirão impenitente, alentejano de Beja, economista do Quelhas e protector de donzelas desvalidas, estivera mesmo à beira de “ter uma vida boa”, não fora o caso amoroso com Madame X, uma mulher fogosa “que andava a pedi-las” (Zeca dixit), esposa do administrador da empresa pública, onde por empenho de familiares, fora colocado, depois de breve passagem pela Administração Pública. Ironicamente, foram o sapato apertado de uma octogenária senhora e seus sofridos joanetes a causa da sua desgraça,

Posto, portanto, no “olho da rua” da empresa pública, onde, com rasgada visão do futuro, era assessor da Administração, o Zeca teve que se virar. Viveu uns tempos dos rendimentos familiares, mas um homem não pode ficar parado toda a vida. E, como bem se sabe, a evolução da espécie humana tem sido caprichosa e injusta: o homo faber acabou por dominar o homo eroticus, até mesmo nas naturezas mais refractárias, como é o caso do meu amigo Zeca...

Enfim, depois de uns tempos “à vara”, que é como quem diz, sem outras responsabilidades que não fosse apascentar suas pulsões predadoras, decidiu o Zeca voltar ao trabalho, agora por conta própria, pois era para meu amigo ponto assente, em laudas de juramento lavrado, que “filho de puta nenhum lhe daria mais ordens, nem teria tomates para o despedir...”

Foi assim que nasceu a empresa de consultadoria, de que o meu amigo Zeca é sócio fundador e gerente único e cujo volume de negócios está em proporção inversa à respeitabilidade da sua barriguinha. Quer dizer, dobrada a década dos cinquenta anos, com o pendor femeeiro mais amaciado, quando a liquidez da empresa o permite, o Zeca relaxa na culinária e, então, a barriga entra em espiral inflacionária e, em momentos de crise da empresa, com o stress do trabalho, o arredondado da barriga reduz-se à expressão de normalidade de um cinquentão

Acontece que meu amigo Zeca, alentejano de Beja, economista e solteirão impenitente esteve um destes fins-de-semana lá em casa, que frequenta, quando bem quer, sem favor, nem cerimónia, pois bem sabe da nossa genuína estima e afeição mútuas, caldeadas numa amizade impoluta que vem desde os velhos tempos do “Mandarim”, na Praça da República, em Coimbra, enquanto jovens estudantes universitários, aprofundada mais tarde em Lisboa, onde assentaram arraiais.

O Zeca apareceu agora e - imaginem! – acompanhado pela Mitó. Se, porventura, o Zeca alguma vez esteve tentando na vertigem do casamento foi seguramente com a Maria Antónia. Claro que a minha mulher e eu ficamos radiantes com a visita. A Mitó e a minha mulher são amigas de infância e ambos temos sincera estima por um e outro. Esclareço que a Mitó tem um filho, produto de um breve casamento com o Peter, um inglês que a nossa amiga descobriu na bruma londrina, quando, finda a licenciatura em Germânicas, foi para a Grã-Bretanha aperfeiçoar o seu inglês e a curtir o desgosto amoroso pelo Zeca.

Devo referir que o rapaz saiu moreno e trigueiro, em vez da loira cabeça e da pele deslavada do Peter. Costumo irritar a minha mulher, quando a (des) propósito gracejo que o filho da Mitó é o inglês mais parecido com um alentejano que conheço. Tenho então a resposta agastada: “Lá estás tu, com as tuas parvoíces. A Mitó e boa rapariga!” Como se eu dissesse o contrário!…

Mas retomando o fio. O Zeca está a ficar entradote. Engordou excessivamente. A barriga do meu amigo alargou, para além dos limites justificados pela satisfatória situação financeira da empresa, As pálpebras pesadas denunciam cansaço das noitadas e dos excessos da culinária, de que o Zeca é expert… (Ainda lambo os beiços com a perdiz estufada e feijoada de lebre que. algum tempo atrás, o Zeca preparou para um grupo de amigos no seu apartamento debruçado sobre o Tejo).

Perante o seu ar “carregado” não resisti à provocação: - “Tens que te “aviar”, pá” - disparei, acentuando os subentendidos. O Zeca encolheu os ombros fixou-me, num olhar sonolento, semi desdenhoso: - “Gajas é que não me faltam, que é que tu julgas?”. E eu, a apurar a picardia provocadora, roendo-me, num gozo antecipado: - “Imagino! Com a oferta que por aí vai…Certamente que alargaste à net o universo de recrutamento, não?! Com franqueza, pá! Estás mesmo a ficar ché-ché...”

Então, o Zeca em ruidosa gargalhada e resposta afiada - “Mal imaginas!... Ché-ché estás tu a ficar, agarrado às saias da tua mulher! Mas tenho uma boa para te contar! A tua perfídia política vai babar-se de gozo”.

- “Ah, mete política! Sexo e política sempre deram boas histórias!...”- gracejei.

E, como as mulheres de aproximavam, acrescentou, prudente, perante a minha curiosidade: - “Conto-te depois de almoço!...”  

E contou. Entre dois cálices de conhaque, uma sonolenta partida de xadrez e voz cálida de Ella Fritzgerald em fundo, enquanto as mulheres cirandavam pela casa e tricotavam uma dessa conversas infindáveis, alheias a tudo, que não seja ouvirem-se, o Zeca contou esta “estória” deliciosa.

Esguardai, portanto...

Um certo grupo empresarial, a que a empresa do meu amigo Zeca presta apoio na área de auditoria e da fiscalidade, decidiu dedicar-se às energias renováveis, na mira dos propalados apoios comunitários. Feitos os estudos e avaliado o projecto, a que o Zeca esmeradamente se dedicou, foi decido que a fábrica seria instalada no norte do País, por razões óbvias do preço da mão-de-obra e outras vantagens. Escolhido o local, havia que negociar com o Município apoios e contrapartidas. Na data acordada, depois de contactos prévios, luzidia comitiva, ida de Lisboa, deslocou-se ao município em causa, chefiada pelo “chairman” do grupo, um vulto destacado da política (retirado) e dos negócios...

Dispenso-vos da colorida discrição que o Zeca fez do roliço presidente da Câmara, afiambrado no seu casaco de flanela azul com botões de metal e o inevitável lenço de seda, a aconchegar a dupla papeira. Digo-vos, porém, que o Zeca contou ter sido fulminante a antipatia mútua. Uma espécie de “coup de feu” invertido, a roçar o verdete da náusea...

Feitas as apresentações, perante o acentuado sotaque alentejano (que aliás o Zeca cultiva com prazer), o Presidente da Câmara, numa prosápia de gelar o amplo salão, fez uma qualquer alusão de mau gosto a moiros e ciganos, que ainda infestam o sul do País. Ora, o Zeca não é homem para se conter, mas não teve tempo para “espingardar” a resposta ácida que se avizinhava. O chairman, com um sorriso felino a rasgar-lhe a face, antecipou-se, dirigindo-se ao Presidente da Câmara:

- “Mas olhe, senhor Presidente, que aqui, pelo seu Concelho, não faltaram moiros; e, se bem observar, ainda é capaz de encontrar algum por aí disfarçado...”

- “Moiros aqui? No meu concelho? Nunca!... Onde raio o senhor foi desencantar semelhante ideia?!"...- apavorou-se o Presidente da Câmara.

Nessa altura, já o ambiente estava mais distendido. E o chairman, apontado para a bandeira do Município, imponentemente exibida, entre a bandeira da República e a bandeira da União Europeia: - “Basta olhar para a bandeira do Município...” – sublinhou, alargando o sorriso...

E o outro, a ficar apopléctico: - “A bandeira do Município? Mas que tem a bandeira?

- “Não tem nada que não deva, senhor Presidente! É aliás – acrescentou diplomático – uma bonita bandeira! Mas não deixa por isso de ostentar, no brasão, o crescente muçulmano!...” E, com a gargalhada a estender-se pela sala, rematou: - “Ora, se os moiros não andaram por este Concelho que faz o Crescente muçulmano nas suas nobres insígnias?!"...

Aquilo era demais, convenhamos - virem, assim uns bárbaros sulistas a dar lições de história local. Suprema humilhação…

E o distinto Presidente, como quem apanha um murro no estômago, titubeou, mas não se deu por vencido. Saiu da cadeira, sibilando: “Esta agora!... Esta agora! E eu que nunca tinha dado por isso!...Mas já vou tirar tudo a limpo”... Fez minuciosa análise à bandeira e, perante a contrariedade geral, que desejava aviar a reunião o mais cedo possível, bamboleando as nádegas, qual odalisca fora de prazo, o Presidente atravessou a sala em direcção ao telefone. Do outro lado, titubeante, o vereador da Cultura replicando a pergunta inesperada:

- “Moiros?... Se houve moiros no Concelho?!”...
- “Sim. Moiros no Concelho!... Que sabes tu disso?...” – insistiu ansioso o Presidente.

E tapando o telefone, enquanto aguardava, expectante, a resposta que se adivinhava frustrada, o Presidente alargou o olhar aos circunstantes e, em desabafo contido: - “Tanto que me bati para nomear este gajo como vereador da Cultura e querem ver que não sabe se existiram moiros no Concelho...”

E, de facto, depois de uns momentos de silêncio constrangedor, pressentindo-se em ebulição os (parcos) neurónios do vereador, chegou a resposta, embrulhada em titubeantes desculpas: que não, que não sabia! e nem nunca lhe constara terem havido moiros no Concelho... Mas se ele, Presidente, assim o desejasse, dentro de momentos a Dr.ª Filomena, directora dos Serviços Culturais, estaria na sua presença para completa elucidação do assunto.

- “Manda-me cá essa gaja... “ - Ordenou o Presidente, em voz de falsete e tom desabrido, suspeitando-se pelo esgar a enorme contrariedade que a presença da Directora lhe provocava.

Ainda o charmain insistiu, cerimoniosamente, ansioso seguramente por entrar no assunto que ali os trazia para o "Presidente não se incomodasse..., que não valia a pena... Que por certo a Presidente tinha toda a razão e que nunca por ali houvera moiros..., que a sua leitura das insígnias municipais assentava, por certo, nalgum equívoco de alguém que não era especialista...”:

Mas o Presidente foi peremptório: “Não! Agora faço questão! Este assunto tem que ficar esclarecido. Eu não sou homem para deixar para depois o que pode ser resolvido já!... “

Entreolharam-se os circunstantes, aceitando o destino com bonomia, bem sabendo eles que se “Paris vale uma missa” também os interesses económicos em jogo justificavam os desconchavos de um Presidente da Câmara...

O silêncio, cortado pelos olhares cruzados e os semi-sorrisos dos visitantes, foi entretanto interrompido por um discreto toque na porta e a entrada triunfal da Dr.ª Filomena, uma balzaquiana espampanante, emoldurada em tailleur laranja, sobre o qual se derramava uma opulenta cascata de cabelos negros, longos e encaracolados.

Afogueada e empenhadíssima, no alto de seus tacões, lançou sobre a sala, povoada de ilustres forasteiros, soberbo olhar, em jeito de leoa que, na floresta, tivesse detectado a novidade da caça: “Uma Lua crepitosa e cheia em noite quente e plena de Agosto”, como o Zeca, em arroubo poético, distinguiu a aparição...

Porém, sobre “quarto crescente” nas insígnias municipais, a Dr.ª Filomena prestou uns esclarecimentos confusos. Que talvez sim, ou talvez não, que a única hipótese admissível era a de que os cruzados, nos tempos da reconquista, terão atravessado o concelho; ora, como se sabe, onde há cruzado há moiro, logo é possível que...

Nesta fase da erudita explicação, quiçá prolixa, o Presidente pigarreou e, sardónico, soltou o chicote de seu falsete, zurzindo, impiedoso, o denodado esforço da Dr.ª Filomena que, com manifesto prazer, exibia seu charme e sua erudição...

- “Ó doutora, deixe lá essa treta dos cruzados!... A questão e simples e clara: houve ou não moiros no Concelho? É que se não esclarece esta magna questão, a mim e aos nossos visitantes, terei de concluir que não passa de uma burra com saias...”

O silêncio, até então oscilando entre o divertido e o enfado, gelou. A “pobre” doutora ainda ensaiou uma desculpa qualquer e, em sua fragilidade de vítima de um mais que evidente erro de casting, teve a ousadia de invocar a penúria do orçamento municipal para actividades culturais.

Antes o não fizera: - “Ó sua... ó sua incompetente! Pois atreve-se?” - casquinou o Presidente, qual cascavel cuspindo veneno - “eu não lhe admito, ouviu?! ... As minhas ordens são para cumprir, não para discutir!...”

E, colérico, com o dedinho roliço espetado: - “Trate de saber imediatamente se houve moiros no concelho, antes que a reunião termine e estes senhores partam. Era o que me faltava!...” E, descorçoado, atirando-se para o presidencial cadeirão: - “Estou rodeando de incompetentes!...”

Era demais. Como poderia o Zeca, fulminado pelos prenúncios crepitosos do vulcão pronto a explodir, aceitar o vexame àquele soberbo exemplar do belo sexo? Reagiu, portanto...E perante a surpresa dos presentes e a apreensão do chairman, que sobretudo velava pelo bom resultado da diligência que ali os trouxera, o Zeca insinuou-se:

- “Ó senhor Presidente, tenho uma sugestão para resolver as preocupações, que, inadvertidamente, lhe viemos causar: o senhor Presidente coloca no estandarte do Concelho o imponente menir que daqui se avista e nós levamos connosco a malfadada lua...”

Referia-se o Zeca a uma dessas monumentais pedras pré-históricas, em forma de falo apontado ao Céus, que pululam no país rural e que, no caso, decorava a entrada dos Paços do Concelho, ao alcance do olhar através da janela aberta.

A insólita proposta apanhou todos de surpresa. E, intrigados, entreolhavam-se. Apenas as longas pestanas da Dr.ª Filomena se moveram para o Zeca, num doce e cúmplice pestanejar, prenhe de promessas. Entretanto, os sorrisos abriam-se, no rosto dos “bárbaros” visitantes sulistas. E, após fecunda ponderação, para pasmo dos presentes, o Presidente, confiando o queixo, exclamou em exaltada anuência.

- “Ora aí está uma sugestão a ter em conta...”

Depois de firmado o contrato, já de regresso a Lisboa, o chairman para o Zeca: - “Francamente, Zeca. Você é um exagerado! Um menir, hã? Não lhe bastaria um bom boneco do Bordalo Pinheiro?”

Assim o disse meu amigo Zeca, alentejano de Beja, economista do Quelhas, solteirão impenitente e protector de donzelas desvalidas, acrescentando, por entre estridentes gargalhadas, que o contrato com a autarquia vai de vento em pompa e, assim, as visitas ao norte irão continuar para proveito próprio e alegria da “competentíssima” Dr.ª Filomena, que tem dado sobejas provas de seu talento...

Um sortudo, meu amigo Zeca, não acham?

Mais tarde, saíram juntos, como chegaram, o Zeca e a Mitó. Minha mulher, foi à janela vê-los partir e regressou com um sorriso misterioso: - “Sabes que o Zeca segurou a mão da Mitó e partiram de mão dada!”, disse-me enquanto,  discretamente, levantava os cálices e a garrafa.

- “ Quem sabe se não será desta!...”- suspirou, esperançosa...
- “Sic transit gloria mundi” – ripostei, enigmático. Fulminou-me com o olhar…

Passados escassos dias recebemos o convite para o casamento do Zeca e da Mitó. De quem somos, orgulhosamente, os padrinhos.


Manuel Veiga
...................................................................

Escrito na primeira pessoa,  este texto é "literatura", fingimento, portanto. O sujeito      da escrita nada tem de comum com este vosso amigo, que assina o texto. 

Nem o Zeca é real. E, em qualquer região do País, se poderia localizar o enredo da "estória".



8 comentários:

Gil António disse...

Passando lendo, gostando, e desejando uma noite feliz.
.
* Chuva que acalma CORAÇÕES … secos pela desventura *
.
Cumprimentos poéticos
Votos de um dia feliz

Teresa Almeida disse...

Parece um texto extenso, mas começamos a caminhar e somos salpicados de humor e graciosidade. Uma certa forma de dizer o dia a dia e até de o viver. E este prazer de espicaçar e surpreender...
Aí está uma peça imperdível. Alguém te apanha e te leva à cena, Manuel Veiga.

Beijinho, meu amigo.

Manuel Veiga disse...

é sempre um perigo e ter em conta, Teresa
o Zeca, de facto, em tempos recentes, teve por aqui muitas admiradoras.

mas, desta vez, julgo que a Mitó levará o melhor...

beijo

Olinda Melo disse...

Numa penada, Manuel Veiga, insere nesta história do seu "amigo Zeca" pedaços importantes da nossa História. Os "moiros" que vieram para a península no século VIII e só perderam verdadeiramente o seu último baluarte no século XIII. Contudo, há um silêncio insurdecedor em relação aos contributos civilizacionais que nos deixaram. Outro pedaço de História são os pedregulhos, os menires, vestígios da Pré-História que nos mostram como viviam os nossos antepassados e a forma de expressarem os seus sentimentos em relação à morte e àquilo que os rodeava.

Quanto ao "amigo Zeca protector de donzelas desvalidas", digo nada. :)

Abraço

Olinda

Olinda Melo disse...

Leia-se...

silêncio ensurdecedor...

:)

José Carlos Sant Anna disse...

Caro Manuel,

Depois de lido com vagar, ruminando, escrevo ao saber da pena.
Delicioso texto, carregado de humor.
Li e reli. Ainda que o quisesse, seria impossível abandoná-lo, precisávamos conhecer os limites do Zeca até descobrirmos que o Zeca é uma realidade do presente com os pés fincados no passado.
Estive perto de dizer-lhe que não me convenceram os esclarecimentos finais, mas não o fiz por sei que é uma armadilha.
Zeca, na ondulação da tua pena, é um rio sem margens, mas o "cara" nada de braçadas contra a corrente e ainda dá banho nos leitores.
No mais, leia-se o comentário de Teresa Almeida e Olinda, elas dizem o que me faltou dizer.
Você escreve por música, meu amigo Manuel!
Um abraço,

Suzete Brainer disse...

Excelente texto, com uma narrativa envolvente, que nos
absorve em cenários tão bem descritos, impregnados de
vida, cotidiano, personagens e histórias que nos aciona
o humor cristalizado tão bem na narrativa.

Dois pontos me chamaram a atenção, o assédio moral
que a personagem "Filomena" passa profissionalmente e
lamentável a realidade perversa destes casos comuns
do machismo, que reina no ambiente profissional e
também, no afetivo, neste caso, representado pela
personagem "Zeca", o machismo do "predador de
donzelas"...
Para ser sincera (sempre sou...rss), o machismo é abominável
no homem em suas atitudes e também na mulher que tem
atitudes machistas.

Manuel, meu amigo, um texto narrativo com a tua
assinatura é a certeza de uma obra literária excelente.

Bjs.

Odete Ferreira disse...

Delícia, pura delícia a leitura pelo conjunto da crítica de costumes e da arte de bem escrever, no tempero certo dos vários registos presentes na narrativa. É que, uma boa prosa revela-se neste saber: usar as várias linguagens aos discursos narrativos em questão.
Bjo, Manuel